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A Criada

Uma criada e uma herdeira reescrevem um golpe duplo: a história e o final de A Criada, da conspiração pela fortuna e da troca de identidades até a fuga das duas mulheres.

Título

A Criada

아가씨 / The Handmaiden

Ano / Duração

2016 · 145 minutos

Gênero

Drama / Mistério / Erótico

Direção

Park Chan-wook

Roteiro

Park Chan-wook, Chung Seo-kyung

Avaliação

Elenco

Kim Min-hee (como Izumi Hideko), Kim Tae-ri (como Nam Sook-hee), Ha Jung-woo (como o conde Fujiwara), Cho Jin-woong (como Kouzuki), Kim Hae-sook (como a senhora Sasaki)

Obra original

romance Fingersmith, de Sarah Waters

Prêmios

Prêmio BAFTA 2017: Melhor Filme em Língua Não Inglesa

A Criada
Três pessoas seguram vários bebês diante de uma parede de madeira Um carro antigo em preto e branco está parado diante da entrada de uma casa entre as árvores Uma jovem de uniforme preto e branco abaixa a cabeça diante de outra pessoa em um corredor de madeira Uma mulher de uniforme azul-escuro segura um guarda-chuva para outra, vestida de branco, enquanto elas cruzam o jardim Uma mulher de quimono branco está sentada sozinha diante de um púlpito entre lanternas Uma jovem em lágrimas segura o rosto de uma mulher de chapéu branco
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

A Criada (아가씨 / The Handmaiden), dirigido por Park Chan-wook e coescrito com Chung Seo-kyung, é uma adaptação do romance Fingersmith, de Sarah Waters. O filme transfere a Inglaterra vitoriana da obra original para a Coreia sob domínio colonial japonês e tem no elenco Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo, Cho Jin-woong e Kim Hae-sook. Estreia no Festival de Cannes em 14 de maio de 2016, e a versão lançada nos cinemas sul-coreanos dura cerca de 145 minutos.

Em 6 de outubro de 2026, o filme tem nota 8,1 no IMDb, com base em 209.087 votos. A nota passa de oito pontos e a recepção geral é positiva. Mais tarde, o filme conquista o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa na 71ª edição do Prêmio BAFTA.

Fujiwara envia Sook-hee à mansão

Nam Sook-hee cresce em uma família que vive de roubos e da revenda de bebês. Fujiwara, um vigarista coreano que se passa por aristocrata japonês, a procura e propõe um golpe para ficar com uma fortuna: Sook-hee deve se aproximar como criada da herdeira japonesa Izumi Hideko e ajudá-lo a ganhar a confiança dela. Fujiwara planeja se casar com Hideko, internar a esposa em um hospital psiquiátrico e tomar a herança; em troca, Sook-hee recebe um pagamento.

Três pessoas seguram vários bebês diante de uma parede de madeira

Sook-hee aceita o acordo e entra com o nome falso de Tamako na mansão rural de Kouzuki. A casa combina estruturas de estilo inglês e japonês, e Hideko vive ali com o tio Kouzuki desde a infância. Quando Sook-hee chega, Fujiwara já frequenta a mansão como professor de pintura e aristocrata, preparando o terreno para o pedido de casamento.

Um carro antigo em preto e branco está parado diante da entrada de uma casa entre as árvores

A criada se aproxima aos poucos de Hideko

A governanta Sasaki explica a Sook-hee as regras da mansão e a leva até Hideko. No início, Sook-hee acha que Hideko é apenas uma jovem rica, isolada do mundo e fácil de enganar, mas logo percebe que ela costuma acordar assustada de pesadelos e sente um medo intenso do tio e de certos cômodos da casa.

Uma jovem de uniforme preto e branco abaixa a cabeça diante de outra pessoa em um corredor de madeira

Sook-hee veste e dá banho em Hideko, e também a acompanha em passeios pelo jardim. Quando Fujiwara visita a mansão, Sook-hee o elogia diante de Hideko, como combinado, e a incentiva a aceitar o pedido de casamento. Ao mesmo tempo, as duas mulheres ficam cada vez mais próximas na convivência diária, e Sook-hee começa a duvidar do golpe que ela mesma impulsiona.

Uma mulher de uniforme azul-escuro segura um guarda-chuva para outra, vestida de branco, enquanto elas cruzam o jardim

As leituras secretas e o golpe do casamento

Kouzuki acumula riqueza com uma mina de ouro e com a falsificação de livros raros, e é obcecado por colecionar livros eróticos. Ele obriga Hideko a lê-los para convidados homens e depois vende os exemplares por preços altos. Desde criança, Hideko recebe um treinamento rígido para acompanhar a leitura com movimentos entre biombos, lanternas e um púlpito; no início, Sook-hee não sabe qual é o verdadeiro conteúdo dessas sessões.

Uma mulher de quimono branco está sentada sozinha diante de um púlpito entre lanternas

Fujiwara pede que Sook-hee continue a convencer Hideko. Quando Hideko pergunta sobre a intimidade depois do casamento, Sook-hee tenta explicar, e as duas têm relações sexuais. Sook-hee já está apaixonada por Hideko, mas ainda não conta o plano original. Hideko sonda se ela é contra o casamento; mesmo assim, Sook-hee acaba insistindo que ela se case com Fujiwara, e Hideko, furiosa, a expulsa do quarto.

A troca de identidades revela o passado de Hideko

Enquanto Kouzuki está fora da mansão, Hideko, Fujiwara e Sook-hee fogem juntos. Hideko e Fujiwara se casam em um templo, e os três seguem para um hospital psiquiátrico. Sook-hee acredita que vão deixar Hideko ali, como no plano, mas os médicos e enfermeiros tomam Sook-hee pela condessa doente. Hideko já usou o nome de Sook-hee diante do hospital, e ela e Fujiwara apontam Sook-hee como uma mulher que perdeu a razão; assim, Sook-hee se torna a vítima da primeira etapa do golpe.

O filme então volta aos acontecimentos anteriores, agora do ponto de vista de Hideko. Ela não está desprevenida: quando Fujiwara descobre que não consegue enganá-la sozinho, ele faz outro acordo com ela. Os dois combinam tomar a herança e procurar uma criada para ocupar o lugar de Hideko no hospital psiquiátrico. Fujiwara também entrega a Hideko um pequeno frasco de ópio, para que ela se mate se o tio chegar a capturá-la de novo.

Kouzuki treina Hideko para a leitura desde que ela tem cinco anos. Primeiro, ele obriga a tia de Hideko a se apresentar para os convidados; quando a mulher tenta fugir, é levada ao porão e torturada. Mais tarde, as pessoas da mansão só a veem pendurada em uma árvore, mas Kouzuki confessa a Hideko que a tia morre no porão e que depois a morte é disfarçada de suicídio. Hideko é então forçada a ocupar o lugar da tia e, ano após ano, lê para Kouzuki e seus convidados.

Quando Fujiwara chega à mansão, Hideko pede que ele arranje uma criada para servir de substituta. No início, ela está disposta a sacrificar Sook-hee, mas se apaixona por ela durante o tempo que passam juntas. Depois que Sook-hee insiste no casamento, Hideko tenta se enforcar, mas Sook-hee a salva a tempo. As duas finalmente contam uma à outra os acordos que cada uma fez com Fujiwara, constatam que ambas estão sendo usadas e admitem que o que realmente querem é ir embora juntas.

Uma jovem em lágrimas segura o rosto de uma mulher de chapéu branco

As duas mulheres reorganizam o golpe

Hideko ajuda Sook-hee, que não sabe ler, a escrever para a mãe adotiva, Bok-soon, contando que as duas se aliaram e pedindo que ela prepare o resgate. Depois, Hideko leva Sook-hee à biblioteca e mostra os livros que por tanto tempo é obrigada a ler. Sook-hee derruba as estantes e rasga as páginas; Hideko se junta à destruição, e juntas elas espalham pelo chão os livros e objetos com que Kouzuki a controla.

Duas mulheres estão de pé em um cômodo japonês entre livros e papéis espalhados

Elas decidem seguir temporariamente o plano original, para que Fujiwara acredite que ainda controla a troca de identidades. Hideko deixa Sook-hee no hospital psiquiátrico e vai embora com Fujiwara, mas Sook-hee já passou o plano verdadeiro a Bok-soon; Hideko, além disso, guarda o ópio para se livrar de Fujiwara no momento certo.

A fuga do hospital psiquiátrico e do hotel

O pessoal de Bok-soon provoca um incêndio no hospital psiquiátrico e se passa por equipe de resgate para tirar Sook-hee de lá. Ela troca a roupa de paciente e deixa a instituição que a interna com o nome de Hideko.

Uma mulher vestida de branco está diante de uma multidão, atrás de grades

Enquanto isso, no hotel, Fujiwara propõe que Hideko se case de novo com ele, usando a identidade de Sook-hee, e revela que a verdadeira Sook-hee vai morrer em breve no hospital psiquiátrico. Quando Fujiwara tenta forçá-la, Hideko o faz beber vinho misturado com ópio. Depois que ele perde a consciência, Hideko sai do quarto com o dinheiro.

Uma mulher de luvas pretas aproxima uma taça de vinho de um homem de camisa branca

Hideko se reencontra com Sook-hee, que já está a salvo. Para escapar das buscas, Hideko se veste de homem, e as duas se misturam à multidão do porto, prontas para embarcar em um navio e deixar a Coreia.

Uma mulher de cabelo preto segue dois homens de chapéu em meio à multidão

O final

Antes de partir, Hideko deixa uma carta para Kouzuki, revelando o plano de Fujiwara para tomar a herança. Por isso, os homens de Kouzuki capturam Fujiwara e o levam ao porão. Enquanto lê a carta, Kouzuki o interroga sobre o que acontece entre Fujiwara e Hideko na noite de núpcias.

Um homem de cabelo grisalho e óculos desdobra uma folha de papel em um quarto escuro

Fujiwara inventa detalhes para ganhar tempo. Na verdade, na noite de núpcias ele não tem relações sexuais com Hideko: apenas corta a mão dela e deixa o sangue nos lençóis. No porão, Kouzuki tortura Fujiwara com as ferramentas de sua coleção. No fim, Fujiwara pede um cigarro seu; ao queimar, o cigarro libera uma fumaça tóxica com mercúrio, e os dois caem no cômodo fechado.

Um homem sem camisa e com sangue em uma das mãos fuma sentado em uma cadeira de madeira

Sook-hee e Hideko já estão a bordo da balsa para Xangai. Ao pôr do sol, elas confirmam no convés que ambas conseguiram escapar; à noite, voltam à cabine e usam os sininhos metálicos que Hideko leva da mansão para prolongar uma fantasia que até então pertencia apenas aos livros de Kouzuki. A história termina no começo de uma nova vida, depois que as duas deixam para trás as antigas identidades e quem as controlava.

Uma mulher de branco toca o rosto de outra pessoa, vestida de preto, no convés de um navio ao entardecer