Pequena Floresta: Verão/Outono
Um ano de volta a um vilarejo nas montanhas do nordeste começa com a estação das chuvas e os arrozais ondulantes: um relato completo da história de verão e outono de Ichiko, que cultiva a terra e cozinha em Komori, relembra a vida na cidade e entra no inverno após receber uma carta da mãe.
Título
Pequena Floresta: Verão/Outono
リトル・フォレスト 夏・秋
Ano / Duração
2014 · 111 minutos
Gênero
Drama
Direção
Jun'ichi Mori
Roteiro
Jun'ichi Mori
Avaliação
Elenco
Ai Hashimoto (como Ichiko), Takahiro Miura (como Yūta), Mayu Matsuoka (como Kikko), Yōichi Nukumizu (como Shigeyuki), Karen Kirishima (como Fukuko)
Obra original
o mangá Little Forest, de Daisuke Igarashi
Prêmios
18º Festival de Artes Midiáticas do Japão: obra recomendada pelo júri da Divisão de Entretenimento
Pequena Floresta: Verão/Outono é um filme japonês de drama escrito e dirigido por Jun’ichi Mori, baseado no mangá homônimo de Daisuke Igarashi e estrelado por Ai Hashimoto, Takahiro Miura, Mayu Matsuoka, Yōichi Nukumizu e Karen Kirishima. O filme é rodado ao longo de cerca de um ano em locais como a cidade de Ōshū, na província de Iwate, e estreia no Japão em 30 de agosto de 2014; as partes de verão e outono são exibidas em sequência, com duração total de 111 minutos.
Em 27 de outubro de 2026, o filme tem nota 7,6 no IMDb, com 4.170 avaliações. A nota está acima de sete pontos, e a recepção geral do público é positiva.
O verão chuvoso da volta a Komori
Ichiko deixa a cidade e volta a Komori, um vilarejo nas montanhas da região de Tōhoku, no nordeste do Japão, onde passa a morar sozinha na antiga casa deixada por sua mãe, Fukuko. Komori fica longe do centro do vilarejo, e fazer compras não é fácil; por isso, a maioria dos moradores cultiva os próprios campos e hortaliças e transforma as colheitas da estação em alimentos do dia a dia. Ichiko também atravessa os campos de bicicleta, trabalha perto de casa e reorganiza a vida de acordo com o ritmo do clima e das plantações.

Durante a estação das chuvas, a umidade é intensa. Ela acende o fogão a lenha para secar a casa e também aproveita o fogo para assar pão. Sovar a massa, deixá-la fermentar e assá-la exige espera; enquanto cozinha, ela se lembra de como a mãe trabalhava na cozinha. Muitos dos alimentos que Ichiko considerava naturais quando criança eram, na verdade, resultado das repetidas tentativas de Fukuko.

Bebida de arroz, tomates e lembranças da cidade
Ichiko fermenta o arroz e depois o coa, preparando uma bebida refrescante e azeda que compartilha com Yūta, recém-chegado da cidade. O verão em Komori é quente e úmido; comer e beber depois do trabalho não só repõe as energias, como também leva a conversa dos dois de volta às experiências que cada um viveu na cidade.

Ela já morou com o namorado na cidade, mas nunca encontrou um lugar onde pudesse se estabelecer. De volta a Komori, colhe frutos de uma árvore para fazer geleia e também se lembra de plantas semelhantes que viu na cidade. Ichiko confia nas sensações que obtém ao fazer as coisas com as próprias mãos e costuma experimentar por conta própria o cultivo e o preparo dos alimentos, em vez de apenas aceitar as conclusões dos outros.
Chove muito em Komori, e os tomates têm dificuldade para amadurecer ao ar livre; por isso, os agricultores da região costumam cultivá-los em estufas. Ainda assim, Ichiko planta os tomates do lado de fora, pois construir uma estufa significaria permanecer ali por mais tempo. Ela não toma uma decisão de imediato e apenas colhe e prova os frutos quando amadurecem.

O trabalho na piscicultura e a escolha de Yūta
Durante o verão, Ichiko e Yūta trabalham em uma piscicultura. Ao fim do trabalho, comem peixe grelhado e sopa de missô com Shigeyuki. Yūta também viveu na cidade, mas decide voltar a Komori; ele não gosta da atitude de quem deixa a produção e o abate nas mãos de outras pessoas para depois julgar o processo à distância.

Ao ouvir as ideias de Yūta, Ichiko percebe que os motivos que levaram cada um a voltar não são os mesmos. Yūta vê a volta a Komori como uma escolha própria, enquanto ela parece ter apenas recuado temporariamente para um lugar conhecido depois das dificuldades que enfrentou na cidade. Ichiko continua trabalhando e cozinhando, mas ainda não sabe se realmente deseja criar raízes ali.
Amizade na floresta e colheita de outono
Ichiko entra na floresta com Kikko para colher alimentos. As duas se conhecem desde a infância, e Kikko ainda mora nas proximidades; elas trocam ingredientes e modos de preparo e também conversam sobre o trabalho e a vida que cada uma enfrenta. Depois da coleta, elas preparam os ingredientes juntas e continuam convivendo com os moradores próximos.

Quando o tempo esfria, as espigas de arroz amadurecem e começa a época da colheita em Komori. Os moradores precisam colher akebias, castanhas e nozes antes que os animais das montanhas as comam, além de ceifar o arroz e preparar os campos.

Da marmita de outono às conservas para o inverno
Durante a colheita do arroz, Ichiko prepara bolinhos com o arroz do ano anterior e nozes trituradas e os leva ao campo acompanhados de ovos, verduras e outros alimentos. Ela também come a polpa das akebias e refoga as cascas; o último peixe pescado na piscicultura naquela estação é preparado em conserva nanban. Depois da colheita, cada ingrediente segue para as etapas de preparo e conservação.

Por algum tempo, torna-se popular no vilarejo cozinhar castanhas com a pele interna, e cada família compara os resultados obtidos com diferentes tempos de cozimento e níveis de doçura. Ichiko descasca e cozinha castanhas e também prepara batatas-doces, taros e outros alimentos para o inverno. A colheita de outono é abundante, mas, se os produtos não forem secos, conservados ou armazenados a tempo, não poderão ser aproveitados quando o inverno chegar.

Depois de descascados, os caquis são amarrados em cordões e pendurados sob o beiral para secarem lentamente ao ar. Ichiko e Kikko ajeitam os nós enquanto prendem fileiras de frutos. A temperatura cai do lado de fora, e a conservação dos alimentos se estende do cozimento na cozinha para o entorno de toda a casa.

Ichiko também quebra nozes do lado de fora da casa para preparar ingredientes que usará nas refeições seguintes.

O final
Quando os patos usados para controlar as pragas nos arrozais crescem, Ichiko os abate, prepara e cozinha com as próprias mãos. O filme mostra em sequência a criação, o abate e a transformação em alimento.
Ao preparar verduras de outono, Ichiko percebe que, por mais que tente imitar a mãe, o sabor nunca fica tão bom quanto o que ela conseguia fazer. Ichiko volta a recordar os movimentos de Fukuko na cozinha e então percebe que a mãe retirava cuidadosamente as fibras duras das verduras, em vez de fazer tudo de qualquer jeito, como ela acreditava. Começa a entender que, quando criança, via apenas o resultado, sem enxergar o trabalho que a mãe dedicava àquilo.
Cai a primeira geada, e o outono se aproxima do fim. Fukuko está longe de casa há cinco anos, e Ichiko ainda não sabe para onde a mãe foi. Enquanto se prepara para o inverno e passa a compreender de outra forma o modo de vida deixado pela mãe, o carteiro chega à velha casa com uma carta enviada por Fukuko.

O filme não revela nesta parte aonde a carta levará Ichiko. Ela ainda mora em Komori, não construiu a estufa e tampouco chegou a uma resposta definitiva sobre sua volta ser uma escolha ou uma fuga. Pequena Floresta: Verão/Outono termina quando a mãe reaparece às margens de sua vida, e a continuação fica para a parte de inverno e primavera.
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