Terapia de Risco
Um assassinato disfarçado de efeito colateral de um remédio: o roteiro completo de Terapia de Risco, da perícia psiquiátrica e da fraude com ações à dupla contra-ofensiva
Título
Terapia de Risco
Side Effects
Também conhecido como: Efeitos Secundários (Portugal)
Ano / Duração
2013 · 106 minutos
Gênero
Drama / Suspense / Crime
Direção
Steven Soderbergh
Roteiro
Scott Z. Burns
Avaliação
Elenco
Jude Law (como o doutor Jonathan Banks), Rooney Mara (como Emily Taylor), Catherine Zeta-Jones (como a doutora Victoria Siebert), Channing Tatum (como Martin Taylor), Vinessa Shaw (como Dierdre Banks)
Terapia de Risco (Side Effects) é dirigido por Steven Soderbergh, com roteiro de Scott Z. Burns, e tem Jude Law, Rooney Mara, Catherine Zeta-Jones e Channing Tatum no elenco principal. O filme estreia nos Estados Unidos em 8 de fevereiro de 2013 e dura 106 minutos.
Até 26 de agosto de 2026, o filme tem nota 7,0 no IMDb, com cerca de 207 mil avaliações. No Rotten Tomatoes, são 225 resenhas da crítica, com 82% de aprovação, e o Popcornmeter do público marca 70%, com mais de 50 mil avaliações. As notas das plataformas ficam na faixa média-alta, e a recepção geral é positiva. A seguir, a história completa e o final, na ordem em que os fatos acontecem e em que o filme revela as informações.
O reencontro depois da saída de Martin da prisão
Emily Taylor tem o marido, Martin, cumprindo quatro anos de prisão por uso de informação privilegiada. Quando Martin está prestes a ser solto, Emily ainda o visita na cadeia e, junto com a sogra, o leva para casa. O casal já perdeu a vida confortável de antes, mas Martin acredita que vai voltar ao mercado financeiro graças aos contatos que fez na prisão e até pensa em abrir uma empresa em Houston.

Em casa, Martin se esforça para retomar a vida de casal, mas Emily se mostra distante e apática. Em um estacionamento, ela afivela o cinto de segurança e depois joga o carro contra uma parede de concreto. Depois da tentativa frustrada de se machucar, ela é levada ao hospital, onde é avaliada por Jonathan Banks, o psiquiatra de plantão. Jonathan aceita que ela volte para casa, com a condição de que Martin fique de olho nela e de que ela faça tratamento regular.

O tratamento da depressão e o Ablixa
Emily volta ao trabalho, mas nenhum dos antidepressivos que experimenta melhora os sintomas que ela apresenta, e todos ainda causam náusea e outros mal-estares. Ela conta a Jonathan que já quis estudar design gráfico e que conheceu Martin quando trabalhava em um bar. Quando ele foi preso, a vida dela e a sensação de segurança desabaram. Jonathan então entra em contato com Victoria Siebert, a médica que a tratou antes, para conhecer o histórico dela.

Victoria menciona a Jonathan um remédio novo, o Ablixa, e Emily também quer experimentá-lo. Pouco depois, Emily se aproxima dos trilhos em uma estação de metrô e um policial a detém a tempo. Depois desse segundo episódio de automutilação, Jonathan receita o Ablixa. Mais tarde, ele também aceita um trabalho de teste clínico de outro remédio novo, oferecido por uma farmacêutica, e recebe um pagamento extra.

Com o remédio, o humor e a rotina de Emily logo se recuperam, e ela volta a se aproximar de Martin, mas começa a se mexer durante o sono. Uma noite, ela cozinha e põe música sem ter consciência do que faz. Martin quer que ela largue o remédio, mas Emily acha que finalmente encontrou um que funciona e se recusa a trocar.

O assassinato sonâmbulo e a absolvição
Martin volta para casa depois que o plano de negócios dele avança, e Emily já deixou o jantar servido na cozinha. Ela, que parece continuar sonâmbula, pega uma faca e mata Martin a facadas. Ao acordar no dia seguinte, afirma não saber o que aconteceu. A polícia e a promotoria concluem que a responsabilidade só pode estar em duas possibilidades: ou Emily cometeu o assassinato, ou Jonathan receitou mal o remédio e ignorou um efeito colateral perigoso.

Jonathan defende a própria conduta e o tratamento que deu a Emily, e explica que o Ablixa pode provocar episódios de sonambulismo. Emily acaba sendo absolvida por insanidade mental, mas precisa ser internada em um hospital psiquiátrico até que Jonathan determine que ela não representa mais perigo para si mesma nem para os outros. Com Martin morto e Emily absolvida, a receita de Jonathan vira o centro das atenções do público.

Jonathan perde a carreira e descobre as falhas
A cobertura negativa do caso faz os pacientes irem embora, e os sócios de Jonathan o expulsam do consultório. Ele já tinha assumido mais plantões porque a esposa, Dierdre, não havia encontrado emprego, e agora perde ao mesmo tempo a renda e o prestígio profissional. Jonathan se recusa a reduzir tudo a um erro médico e começa a revisar, uma por uma, as declarações e as atitudes de Emily.

O funcionário do estacionamento lembra que Emily afivelou o cinto antes de bater na parede. A colega de trabalho chamada Julia, que ela mencionou, não existe, e as palavras que ela usa para descrever a depressão parecem tiradas de um livro. Jonathan descobre ainda que alguém lucrou com a polêmica em torno do Ablixa e com a queda das ações ligadas a ele. No hospital, ele injeta soro fisiológico em Emily, mas a faz acreditar que é um soro da verdade que causa sonolência. Emily finge na hora uma reação de torpor, o que prova que ela vinha seguindo um plano traçado de antemão.

O plano de Emily e Victoria
Jonathan confronta Victoria com as suspeitas. Ela não dá nenhuma explicação. Em vez disso, envia a Dierdre fotografias tiradas durante os encontros de Jonathan com Emily, para dar a impressão de que os dois têm um caso. Quando Dierdre sai de casa com o filho, Jonathan aproveita que Emily e Victoria não podem se comunicar livremente e faz cada uma acreditar que a outra já a traiu.

Jonathan diz a Victoria que Emily já confessou o plano. A Emily, diz que Victoria está pagando para que ela continue presa no hospital. Além disso, pressiona Emily com a ameaça de manter a internação e de aplicar eletrochoques. Emily acaba contando a verdade: odiava Martin por ele ter feito com que ela perdesse a vida confortável e havia muito tempo decidira matá-lo. Durante o tratamento com Victoria, as duas se tornaram amantes, ensinaram uma à outra conhecimentos financeiros e métodos para fingir doença mental, e depois apresentaram o assassinato como um episódio de sonambulismo provocado pelo Ablixa, para lucrar com as oscilações das ações da farmacêutica.
A armadilha do microfone escondido e a prisão de Victoria
Emily propõe a Jonathan dividir os lucros em troca de ele autorizar a saída dela do hospital. Ele aceita só na aparência e, na verdade, a manda ao encontro de Victoria com um microfone escondido. Emily chega ao consultório de Victoria, as duas se beijam e Victoria passa a falar dos detalhes que planejaram juntas.

A gravação dá provas à polícia, e Victoria é presa por conspiração para cometer assassinato e fraude com ações. Emily, já absolvida pela morte de Martin, não pode ser julgada de novo pelo mesmo assassinato. Por isso, acredita que vai ficar com o dinheiro e escapar de qualquer consequência penal. Jonathan, porém, continua sendo o médico responsável por decidir se ela pode permanecer fora do hospital.
O final
Depois de sair do hospital, Emily vai ao consultório de Jonathan para a consulta de acompanhamento exigida. Ele receita clorpromazina e valproato de sódio e descreve, um por um, os mal-estares que esses remédios podem causar. Emily se recusa a seguir o tratamento e, com isso, descumpre as condições da liberdade condicional, e a polícia a leva de volta ao hospital psiquiátrico na mesma hora.

Jonathan recupera o prestígio profissional e se reúne de novo com Dierdre e o filho. Emily, por sua vez, fica trancada na ala de segurança de um hospital psiquiátrico de Manhattan. No fim do filme, ela aparece de camisola de paciente, sentada no quarto, olhando pela janela. Quando uma enfermeira pergunta como ela está se sentindo, responde apenas com poucas palavras e continua sem poder sair do hospital.
