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Sem Misericórdia

Um médico-legista adultera provas para salvar a filha sequestrada, mas cai pouco a pouco na armadilha preparada por um vingador: uma reconstituição completa dos seis fragmentos do corpo, da verdade sobre o caso antigo e do final cruel

Título

Sem Misericórdia

용서는 없다

Ano / Duração

2010 · 125 minutos

Gênero

Crime / Suspense

Direção

Kim Hyeong-joon

Roteiro

Kim Hyeong-joon

Avaliação

Elenco

Sul Kyung-gu (como Kang Min-ho), Ryu Seung-beom (como Lee Sung-ho), Han Hye-jin (como Min Seo-young), Sung Ji-ru (como Yoon Jong-kang)

Prêmios

18ª edição do Chunsa Film Art Awards: Melhor Ator para Sul Kyung-gu

Sem Misericórdia
Dois homens agachados junto ao canavial, com uma pessoa uniformizada em pé atrás deles Uma mulher de cabelo curto se inclina para examinar a área isolada enquanto segura uma câmera Várias pessoas ao redor da mesa de autópsia, com um homem de roupa cirúrgica azul em pé do outro lado Dois homens sentados em lados opostos de uma mesa dentro de uma sala fechada Um homem de terno fala ao celular enquanto caminha Um homem e uma mulher conversam diante de um quadro coberto de fotos e imagens médicas
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

Sem Misericórdia é um thriller policial sul-coreano escrito e dirigido por Kim Hyeong-joon. O filme estreou na Coreia do Sul em 7 de janeiro de 2010 e tem 125 minutos de duração. Sul Kyung-gu interpreta o médico-legista Kang Min-ho; Ryu Seung-beom vive o ativista ambiental Lee Sung-ho; e Han Hye-jin faz a detetive Min Seo-young. A história gira em torno de um corpo esquartejado encontrado às margens de um rio e entrelaça a investigação policial, o desaparecimento de uma filha e um caso de agressão sexual ocorrido anos antes.

O filme tem nota 7,4 no IMDb. A avaliação supera sete pontos e a recepção do público é, em geral, positiva; os principais destaques são as atuações dos dois protagonistas, o plano de vingança que avança em camadas e a identidade do cadáver revelada no final.

Seis partes de um corpo aparecem à beira do rio

O corpo de uma jovem é encontrado perto de um canavial às margens do rio. Ele foi dividido em seis partes, mas um dos braços não está no local. Prestes a encerrar o trabalho, o médico-legista Kang Min-ho planeja buscar a filha Kang Hye-Won, que volta do exterior, mas a polícia pede que ele realize uma última autópsia, e ele decide ficar.

Dois homens agachados junto ao canavial, com uma pessoa uniformizada em pé atrás deles

Min Seo-young, recém-chegada à unidade de crimes graves, participa da investigação no local. A polícia identifica a vítima como Oh Eun-ah e descobre que a forma como ela foi esquartejada pode estar ligada ao projeto local de desenvolvimento do rio: a obra dividirá o curso d’água em seis trechos, e o corpo também foi cortado em seis partes. Esse simbolismo deliberado logo conduz a investigação até Lee Sung-ho, um ativista ambiental que há muito tempo se opõe ao projeto.

Uma mulher de cabelo curto se inclina para examinar a área isolada enquanto segura uma câmera

A autópsia e a confissão voluntária

Kang Min-ho examina o corpo na sala de autópsia enquanto Min Seo-young e os outros investigadores observam. Ele confirma que a vítima foi esquartejada e continua procurando indícios que revelem a hora da morte, o método usado no crime e o paradeiro do braço desaparecido. Ao mesmo tempo, ainda aguarda o retorno da filha e espera reencontrá-la depois de concluir o caso.

Várias pessoas ao redor da mesa de autópsia, com um homem de roupa cirúrgica azul em pé do outro lado

Quando a polícia prende Lee Sung-ho, ele não nega o assassinato; pelo contrário, confessa ter dividido a vítima em seis partes como forma de protesto contra a obra no rio. No entanto, as provas encontradas no local não correspondem inteiramente ao seu depoimento. Lee Sung-ho permanece estranhamente calmo durante o interrogatório, como se conduzisse de propósito a polícia e Kang Min-ho por uma sequência de passos planejados com antecedência.

Dois homens sentados em lados opostos de uma mesa dentro de uma sala fechada

O desaparecimento da filha e o prazo de três dias

Kang Min-ho não encontra a filha no aeroporto. Depois, recebe uma foto que mostra que ela está sendo mantida em cativeiro e ouve seus pedidos de socorro pelo telefone. Lee Sung-ho diz que Kang Hye-Won foi sequestrada e que, se quiser vê-la voltar com vida, Kang Min-ho deverá fazer a polícia libertá-lo em três dias. Sem poder contar a verdade aos colegas, ele finge continuar a investigação enquanto cumpre as exigências de Lee Sung-ho.

Um homem de terno fala ao celular enquanto caminha

Min Seo-young, por sua vez, continua comparando os resultados da autópsia, as fotos do local e o histórico de Lee Sung-ho. Fotos antigas e imagens médicas no painel de provas levam gradualmente a investigação a um caso ocorrido muitos anos antes. Ela começa a perceber que Lee Sung-ho não escolheu Kang Min-ho por acaso e que o sequestro não serve apenas para livrá-lo da atual acusação de assassinato.

Um homem e uma mulher conversam diante de um quadro coberto de fotos e imagens médicas

Provas adulteradas em troca da libertação

Para criar dúvidas capazes de derrubar a acusação, Kang Min-ho usa seu acesso ao corpo e às amostras forenses para adulterar as provas. Ele volta a manipular o corpo de Oh Eun-ah e introduz nele uma amostra de sêmen que compromete a análise. O médico-legista responsável por determinar a causa da morte começa a destruir deliberadamente a cadeia de provas que ele próprio construiu, apenas para impedir que a polícia mantenha Lee Sung-ho detido.

Um homem de roupa cirúrgica examina o corpo sobre a mesa de autópsia enquanto uma mulher de cabelo curto está ao seu lado

O sêmen e as impressões digitais implantados por Kang Min-ho direcionam as suspeitas para Min Byung-do, que mantinha contato com Oh Eun-ah. A polícia então prende Min Byung-do e liberta Lee Sung-ho por falta de provas suficientes. Embora Kang Min-ho cumpra sua parte do acordo, ele ainda não sabe onde a filha está escondida; Lee Sung-ho continua no controle e o obriga a arcar com consequências cada vez mais graves por cada adulteração.

Um homem de boné preto sentado em uma sala escura olha para uma pessoa ao seu lado

O caso antigo revela o motivo da vingança

Min Seo-young descobre que Lee Soo-jin, irmã de Lee Sung-ho, acusou três homens de agressão sexual anos antes. No julgamento, Oh Eun-ah prestou falso testemunho em favor dos réus, enquanto Kang Min-ho aceitou vantagens para pagar o tratamento da filha doente e também prestou falso testemunho: adulterou o laudo e apresentou a relação sexual forçada como consensual. Os dois falsos testemunhos contribuíram para a absolvição dos três acusados; Lee Soo-jin mais tarde se suicidou, e desde então Lee Sung-ho passou a considerar Oh Eun-ah e Kang Min-ho alvos de sua vingança.

Um homem de terno parado no meio de uma estrada olha para trás

Min Seo-young também descobre que os três acusados daquele caso morreram e que Kang Min-ho provavelmente é a última pessoa na lista de vingança de Lee Sung-ho. Ela tenta impedir Kang Min-ho antes que o acordo seja concluído, mas ele já eliminou o valor probatório das evidências, e Lee Sung-ho consegue deixar a prisão. Kang Min-ho o segue imediatamente e exige saber onde está a filha.

Um homem e uma mulher sentados nos bancos dianteiros de um carro; ela sorri olhando para baixo, e ele vira a cabeça na direção dela

O final

Kang Min-ho e Min Seo-young seguem as pistas dadas por Lee Sung-ho até uma casa. Entre pétalas de flores, estão a cabeça e os membros de Kang Hye-Won, mas não o tronco. Lee Sung-ho então revela todo o plano: a verdadeira Oh Eun-ah também foi sequestrada e morta por ele; o corpo encontrado à beira do rio e identificado como o dela foi montado com partes trocadas dos corpos das duas mulheres. O tronco que Kang Min-ho colocou sobre a mesa de autópsia e manipulou várias vezes pertencia a Kang Hye-Won, enquanto a cabeça e os membros de Oh Eun-ah foram usados para manter a falsa identidade do cadáver.

Um homem de terno se inclina na direção de um homem de cabelo comprido que está sentado

Kang Hye-Won já estava morta antes do início do caso. Os pedidos de socorro que Kang Min-ho ouviu pelo telefone eram uma gravação feita com antecedência, e o tronco que ele dissecou e no qual implantou provas falsas para salvar a filha era parte do corpo dela. Lee Sung-ho o obriga a fazer tudo com as próprias mãos para que ele sofra a mesma dor que viveu por causa do caso da irmã.

Um homem de cabelo comprido sentado em uma sala muito iluminada, com metade do rosto na sombra

Min Seo-young tenta impedir que os dois continuem se ferindo, mas Kang Min-ho mata Lee Sung-ho com um tiro. Diante da morte da filha e do fato de ter profanado o corpo dela com as próprias mãos, ele atira em si mesmo e morre. Quando a polícia chega, a vingança de Lee Sung-ho já está consumada, e Kang Min-ho perdeu qualquer chance de reparar as consequências das provas que falsificou anos antes. Nos créditos finais, a voz de Lee Sung-ho encerra a história com a ideia de que perdoar é mais difícil do que morrer, pois esquecer a dor exige muito tempo.