Contagem Regressiva
Três minutos de vida a cada rodada de manivela depois do apagão causado pelo furacão: um passo a passo completo das quarenta horas em que um pai cuida da filha prematura em um hospital abandonado em Contagem Regressiva
Título
Contagem Regressiva
Hours
Também conhecido como: Horas (Portugal)
Ano / Duração
2013 · 97 minutos
Gênero
Drama / Suspense / Catástrofe
Direção
Eric Heisserer
Roteiro
Eric Heisserer
Avaliação
Elenco
Paul Walker (como Nolan Hayes), Genesis Rodriguez (como Abigail Hayes), Nancy Nave (como Sandra), Shane Jacobsen (como Marc), TJ Hassan (como Jeremy), Judd Lormand (como Glenn)
Contagem Regressiva tem roteiro e direção de Eric Heisserer e é estrelado por Paul Walker e Genesis Rodriguez. O filme se passa em 2005, durante a passagem do furacão Katrina por Nova Orleans; estreia em 10 de março de 2013 no festival South by Southwest e chega aos cinemas dos Estados Unidos em 13 de dezembro do mesmo ano, com 97 minutos de duração.
A nota do filme no IMDb é 6,3; o Rotten Tomatoes reúne 33 críticas profissionais, com 64% de aprovação da crítica e 60% de aprovação do público, e o Metacritic dá 55 pontos. Os números ficam na faixa intermediária, e a recepção geral é morna.
A esposa em trabalho de parto e o caos no hospital
Em 29 de agosto de 2005, o furacão Katrina se aproxima de Nova Orleans. Nolan Hayes leva a esposa, Abigail, que entrou em trabalho de parto cinco semanas antes do previsto, para o hospital e espera do lado de fora, sozinho. Depois o médico diz que Abigail não resistiu ao parto; a recém-nascida também não consegue respirar sozinha e precisa ficar pelo menos dois dias em um aparelho de respiração, até que se saiba se ela consegue viver sem a máquina.

Nolan ainda não superou a notícia da morte da esposa e já precisa encarar essa vida nova, frágil e desconhecida. Ele dá à filha o nome de Abigail também, deixa a aliança e as fotos da esposa ao lado do aparelho e conta à criança, aos poucos, histórias sobre a mãe. Lembranças de como os dois se conheceram e da vida em comum se alternam com as horas que ele passa vigiando o quarto.

O furacão se aproxima e o hospital é evacuado
A chuva e o vento aumentam, a cidade começa a alagar e o hospital decide transferir pacientes e funcionários. O aparelho do qual a bebê depende não pode ser movido, então Nolan precisa ficar. Antes de sair, uma enfermeira promete buscar ajuda do lado de fora; logo o prédio fica vazio, e Nolan não pode levar a filha nem sabe quando o resgate vai voltar.

Quando sai para procurar comida, Nolan encontra um cozinheiro que está de partida para outro hospital; ele deixa para Nolan o troco para a máquina de venda automática e um pedaço de linguiça. Nolan volta para perto da filha e continua esperando; as notícias da televisão e a tempestade lá fora fazem com que ele perceba aos poucos que o desastre fora do hospital continua crescendo.

A manivela que dá três minutos de energia
Depois que a água da enchente invade os andares subterrâneos, o hospital fica sem energia, e o gerador de reserva não volta a funcionar. O aparelho da bebê passa a funcionar com bateria, mas a carga cai depressa. Nolan encontra um carregador de manivela, e cada rodada só devolve à bateria cerca de três minutos de funcionamento; à medida que a bateria envelhece, o tempo de cada carga ainda diminui.

A partir daí, tudo o que Nolan faz depende de calcular quanto tempo leva para ir e voltar. Ele procura novas bolsas de soro, troca a fralda da menina e corre até uma ambulância estacionada do lado de fora para tentar usar o rádio, mas só ouve uma mensagem automática e nunca consegue falar com as equipes de resgate. O celular não tem sinal e, no hospital vazio, ninguém responde; ele só pode voltar ao quarto, de novo e de novo, para girar a manivela.

O gerador alagado, o telhado e Sherlock
Depois que o pedido de socorro pelo rádio falha, Nolan desce até a área alagada para checar o gerador e descobre que o equipamento já está debaixo d’água; a água eletrificada quase lhe dá um choque, mas ele ainda consegue voltar para junto da filha antes que a bateria acabe. Em seguida, procura baterias para substituir, mas o lugar onde elas ficavam já está vazio.
Ao ouvir o barulho de um helicóptero, Nolan sobe correndo ao telhado e acena pedindo ajuda. Alguém atira para o alto em algum ponto próximo, e o helicóptero se afasta por causa do perigo; Nolan só pode voltar mais uma vez ao quarto.

De volta ao prédio, Nolan encontra um pastor-alemão preso em uma corda. Ele solta o cachorro, divide com ele a única linguiça que tem e lhe dá o nome de “Sherlock”. Desde então, Sherlock fica por perto do quarto e se torna o único ser vivo que faz companhia a Nolan dentro do prédio.

Os saqueadores que invadem o hospital
Com o passar do tempo, saqueadores armados entram no hospital e levam comida, remédios e o soro de que a menina precisa. Quando um deles invade o quarto atrás de suprimentos, Sherlock pula em cima dele e o expulsa. Pouco depois, Nolan descobre que a enfermeira que prometeu voltar com ajuda foi morta e que não pode mais depositar suas esperanças nela.

Mais tarde, outros dois saqueadores voltam procurando remédios. Sem poder se afastar do carregador por muito tempo, Nolan luta com eles, domina um e toma sua arma, e depois atira no outro, que também estava armado. A ameaça é afastada por ora, mas o que foi levado não tem como ser reposto, e a menina continua dependendo por completo daquela bateria que não para de enfraquecer.

O último esforço das quarenta horas
Nolan já passou mais de trinta e seis horas seguidas sem dormir. Ele se mantém acordado com bebidas com cafeína e, mais tarde, injeta adrenalina em si mesmo. Girar a manivela repetidamente corta suas mãos, então ele passa a acionar o carregador com o pé e uma barra de metal, e continua cuidando da filha em intervalos cada vez mais curtos.

Na quadragésima hora, a manivela do carregador finalmente quebra. Nolan não tem mais baterias para substituir nem gerador que funcione; a falta prolongada de sono, somada aos ferimentos acumulados, mal lhe permite ficar de pé. Quando a máquina fica sem energia, ele só pode ficar ao lado da filha e tentar mantê-la viva com a própria respiração.

O final
Sem o carregador, Nolan tira a filha do aparelho e faz respiração boca a boca sem parar. A tensão, os ferimentos e o cansaço extremo o fazem desmaiar; ao acordar, ainda ouve o alarme do aparelho, mas está fraco demais para se levantar. Quando confirma que não há mais como restabelecer a energia, acredita que não conseguiu salvar a menina.
Sherlock sai do quarto, encontra dois socorristas no hospital e os leva até lá. Os socorristas colocam Nolan primeiro em uma maca para levá-lo dali; nesse momento, a menina chora sozinha pela primeira vez, prova de que já consegue respirar sem ajuda. Os socorristas põem a filha nos braços dele, e o filme termina na imagem de Nolan deitado na maca, abraçado a ela.
