O Primeiro Homem
Do voo de teste do X-15 à alunissagem da Apollo 11: um resumo completo de tudo o que Neil Armstrong enfrenta em O Primeiro Homem, da morte da filha e dos acidentes do programa espacial até a missão na superfície lunar
Título
O Primeiro Homem
First Man
Também conhecido como: O Primeiro Homem na Lua (Portugal)
Ano / Duração
2018 · 141 minutos
Gênero
Drama / Biografia / Histórico
Direção
Damien Chazelle
Roteiro
Josh Singer
Avaliação
Elenco
Ryan Gosling (como Neil Armstrong), Claire Foy (como Janet Armstrong), Jason Clarke (como Ed White), Kyle Chandler (como Deke Slayton), Corey Stoll (como Buzz Aldrin), Christopher Abbott (como David Scott)
Obra original
First Man: The Life of Neil A. Armstrong, biografia de James R. Hansen
Prêmios
91º Oscar: Melhores Efeitos Visuais
O Primeiro Homem tem direção de Damien Chazelle e roteiro de Josh Singer, e é baseado na biografia de Neil Armstrong escrita por James R. Hansen. Ryan Gosling interpreta Neil e Claire Foy interpreta a esposa dele, Janet; Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll e Christopher Abbott vivem figuras-chave do programa espacial tripulado dos Estados Unidos. O filme estreou em 29 de agosto de 2018 no Festival de Veneza e chegou aos cinemas americanos em 12 de outubro do mesmo ano. Tem 141 minutos de duração e ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais na 91ª edição da premiação.
Até 24 de agosto de 2026, o filme tem nota 7,3 no IMDb, com cerca de 219 mil votos. No Rotten Tomatoes, 87% das 463 críticas profissionais são positivas, e a aprovação do público é de 68%, com mais de 5.000 avaliações, segundo a plataforma. Os números da crítica são altos, e os do público são um pouco mais moderados. A seguir, a história inteira e o final, na ordem cronológica do filme.
O voo de teste do X-15 e a morte da filha
Em 1961, Neil Armstrong, piloto de testes da NASA, leva o avião-foguete X-15 a grande altitude. Na volta, a aeronave quica na borda da atmosfera e não consegue descer pela trajetória prevista. Neil mantém o controle, corrige a atitude de voo e pousa no deserto de Mojave, mas os colegas temem que os acidentes seguidos dos últimos tempos tenham a ver com a falta de concentração dele.

Karen, a filha pequena de Neil e Janet, tem um tumor no cérebro. Neil anota os sintomas, procura tratamentos e a acompanha quando ela se submete a eles. Depois que Karen morre, ele reprime as emoções a todo custo no enterro, chora só quando está sozinho e guarda a pulseira da filha numa gaveta. Passado o enterro, ele se candidata ao programa Gemini.

A entrada na NASA e a mudança para Houston
Neil se candidata ao programa Gemini e, na entrevista, explica a experiência dele como engenheiro e piloto de testes, além de responder sem rodeios como a morte da filha o afetou. Ele é selecionado para o segundo grupo de astronautas da NASA e se muda para Houston com Janet e Rick, o filho mais velho; mais tarde, o casal tem um segundo filho, Mark. As famílias dos astronautas moram em bairros vizinhos, e Neil vai ganhando intimidade com colegas como Elliot See e Ed White.

O treinamento inclui aulas sobre foguetes e um dispositivo de rotação em vários eixos. Os astronautas precisam se orientar em meio a giros violentos e recuperar a atitude da nave, e ao mesmo tempo se preparar para manobras que até então não tinham sido realizadas, como o encontro e o acoplamento em órbita. Deke Slayton, que dirige o Escritório de Astronautas, lembra a eles que a União Soviética já está na frente em vários marcos da corrida espacial e que os Estados Unidos precisam validar, passo a passo, a tecnologia necessária para chegar à Lua.

A rotação descontrolada da Gemini 8
Neil recebe o comando da Gemini 8, com David Scott como piloto. Antes da missão, Elliot See e Charles Bassett, a tripulação escalada para a Gemini 9, morrem quando o avião de treinamento T-38 que pilotavam cai. Depois de perder o amigo, Neil não demonstra muito o que sente em público e continua se preparando para o voo.

Já no espaço, a Gemini 8 completa o acoplamento com o veículo-alvo não tripulado Agena. Pouco depois, o conjunto começa a girar sobre si mesmo. Neil e Scott se desacoplam primeiro, mas descobrem que a nave gira ainda mais rápido, sinal de que a falha está na própria Gemini. Quando os dois estão prestes a perder a consciência, Neil aciona os propulsores do sistema de controle de reentrada, consegue parar a rotação e encerra a missão antes do previsto. A investigação confirma que um propulsor ficou ligado por causa de uma falha elétrica e que a responsabilidade não foi dos astronautas.

Enquanto a nave esteve fora de controle, a NASA suspendeu a transmissão das comunicações da missão para os familiares. Janet vai ao centro de controle e exige que Slayton restabeleça o áudio, para que as famílias possam saber em que situação a nave está.

Mais colegas perdidos e o acidente no treinamento de alunissagem
Ed White é escolhido depois para a Apollo 1 e forma a tripulação com Gus Grissom e Roger Chaffee. Em 27 de janeiro de 1967, os três ficam presos em um incêndio dentro da cabine durante um ensaio de lançamento em solo e não conseguem sair. Neil está nesse dia num evento na Casa Branca e, quando recebe a notícia, digere sozinho mais uma morte entre os colegas.
Em 1968, Neil treina a bordo do veículo de pesquisa de alunissagem. Quando o aparelho sai de controle, ele se ejeta perto do chão e o paraquedas se abre na hora certa; o veículo, já sem ninguém nos comandos, cai e explode. Neil se afasta do local, passa por uma revisão rápida e volta ao trabalho. Mais tarde, Slayton avisa que ele será o comandante da Apollo 11, uma missão que muito provavelmente tentará a primeira alunissagem tripulada.

A despedida da família antes da Apollo 11
À medida que a missão se aproxima, Neil dedica quase toda a atenção ao treinamento e conversa cada vez menos com a família. A princípio, ele não pretende explicar por conta própria os riscos aos dois filhos, e Janet exige que ele diga de frente: nesta viagem, talvez ele não volte são e salvo. Neil então se senta para responder às perguntas dos meninos, admite que existe perigo e se despede deles antes de sair de casa.
A tripulação da Apollo 11 é formada por Neil, Buzz Aldrin e Michael Collins. Os três vestem os trajes espaciais, passam pela última revisão e seguem para a área de lançamento. Janet fica em terra, onde precisa encarar a imprensa e esperar o desfecho acompanhando o andamento da missão.

Da decolagem à órbita lunar
A Apollo 11 decola a bordo do foguete Saturn V. Depois que a nave deixa a Terra para trás, os três astronautas fazem as verificações e as correções de rota dentro de uma cabine apertada. Quando a missão entra em órbita lunar, Neil e Buzz passam para o módulo lunar “Eagle”, e Michael fica em órbita da Lua no módulo de comando.


O centro de controle em terra recebe sem parar os dados da nave. Janet acompanha a missão ao lado da televisão, mas não pode interferir nas decisões tomadas dentro da cabine: só lhe resta esperar que cada comunicação confirme que os três continuam avançando conforme o planejado.

O desvio manual das rochas e os primeiros passos na Lua
Durante a descida do “Eagle”, a área de alunissagem prevista aparece coberta de rochas enormes. Neil assume o controle manual e desloca o módulo para um terreno mais plano; quando o indicador de combustível já se aproxima do limite que obrigaria a abortar, ele completa a alunissagem. Neil desce a escada e se torna o primeiro do filme a pisar na superfície lunar; Buzz se junta a ele depois, e os dois começam a trabalhar perto do módulo.


Neil caminha sozinho até a beira de uma cratera. Ele tira a pulseira de Karen, a deixa cair lá dentro e então as lágrimas escorrem. Nenhum outro personagem presencia a cena, e o filme passa logo às imagens posteriores ao retorno.
O final
Depois de voltar à Terra, a tripulação da Apollo 11 entra em quarentena. Neil vê na televisão o discurso de 1962 em que John Kennedy anunciou o objetivo de chegar à Lua, e também a repercussão que a missão teve no país. Janet vai visitá-lo na sala de isolamento; os dois se sentam separados por um vidro e não conversam. Neil levanta a mão e a apoia no vidro, Janet coloca a dela do outro lado, em frente à dele, e o filme termina aí.
