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Labirinto do Terror

Do carro de um desconhecido a um labirinto metálico mortal: o passo a passo de Labirinto do Terror, da travessia de Lisa pelos dutos que se reiniciam até o momento em que ela decifra o trajeto e chega ao fim

Título

Labirinto do Terror

Méandre

Também conhecido como: Labirinto Mortal (Portugal)

Ano / Duração

2020 · 90 minutos

Gênero

Drama / Ficção científica / Mistério / Suspense / Terror

Direção

Mathieu Turi

Roteiro

Mathieu Turi

Avaliação

Elenco

Gaia Weiss (como Lisa), Peter Franzén (como Adam), Romane Libert (como Nina)

Labirinto do Terror
Uma mulher sozinha em um terreno baldio sob um viaduto Uma mulher de gorro de lã deitada de barriga para cima no chão, ao ar livre Uma mulher de traje preto e prateado levanta um dispositivo luminoso em um compartimento metálico iluminado de azul Uma mão aproxima um dispositivo cilíndrico da peça circular de uma manga preta e prateada Um homem olha para fora por uma abertura estreita iluminada de vermelho Uma labareda sai do fundo de um duto metálico longo e estreito
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

Labirinto do Terror é um filme francês de ficção científica e suspense escrito e dirigido por Mathieu Turi, com Gaia Weiss, Peter Franzén e Romane Libert no elenco. Estreou on-line em 11 de outubro de 2020 no Festival Internacional de Cinema Fantástico de Sitges e chegou aos cinemas franceses em 26 de maio de 2021, com 90 minutos de duração.

Até 24 de agosto de 2026, o filme tem nota 5,4 no IMDb, com 12.881 votos. No Rotten Tomatoes, a crítica especializada dá 87% de aprovação, com base em 15 resenhas, e o Popcornmeter do público marca 76%, com mais de 250 avaliações segundo a plataforma. Os dados da crítica profissional são bastante positivos, enquanto a nota dos usuários do IMDb fica numa faixa média para baixa. A seguir, o enredo completo e o final, na ordem em que os fatos acontecem.

O motorista desconhecido na estrada

Lisa está deitada no meio do asfalto de uma estrada deserta. Quando um carro se aproxima, ela se levanta e sai da frente antes que ele chegue. O carro para ao lado dela, e Adam, o motorista, se oferece para levá-la. Durante a conversa dentro do carro, Lisa menciona Nina, sua filha que morreu cedo, e diz que aquele dia seria o nono aniversário dela.

Uma mulher sozinha em um terreno baldio sob um viaduto

O rádio do carro começa a noticiar um caso de assassinatos em série: o suspeito tem uma tatuagem em forma de cruz na mão direita. Lisa percebe que a tatuagem de Adam bate com a descrição, mas, antes que consiga sair, ele freia de repente, ela bate a cabeça no painel e desmaia. Mais adiante, o filme completa essa cena: Adam a ataca com uma faca, ela cai ferida para fora do carro, e logo surge uma luz anômala no céu noturno.

Uma mulher de gorro de lã deitada de barriga para cima no chão, ao ar livre

Despertar nos dutos metálicos

Lisa acorda dentro de uma estrutura metálica estreita, vestindo um traje justo preto e prateado, com um dispositivo luminoso preso ao pulso que faz uma contagem regressiva. Ela só consegue avançar rastejando por dutos muito baixos, em busca da próxima posição segura antes que o compartimento vizinho se feche.

Uma mulher de traje preto e prateado levanta um dispositivo luminoso em um compartimento metálico iluminado de azul

Dentro dos dutos, as armadilhas se sucedem: paredes que esmagam, bocas que cospem fogo, trechos alagados e poços de ácido. Lisa também encontra vários cadáveres em decomposição com o mesmo traje e o mesmo dispositivo no pulso, mas não acha nenhuma saída que leve direto ao exterior.

Uma mão aproxima um dispositivo cilíndrico da peça circular de uma manga preta e prateada

Outra pessoa no compartimento de fogo

Lisa ouve gritos mais à frente e encontra um homem coberto de sujeira e com a mente perturbada. Os lança-chamas escondidos nas paredes são acionados, e os dois correm ao mesmo tempo para o único nicho estreito que o fogo não alcança. Ali não cabem os dois e, depois de uma breve luta, Lisa fica com o lugar seguro. A comporta que separa o nicho do duto desce e corta um dos braços do homem, o que leva o dispositivo. Em seguida, o corpo dele é devorado pelas chamas do duto.

Um homem olha para fora por uma abertura estreita iluminada de vermelho

Quando o fogo se apaga, Lisa desmaia no nicho seguro. Ao acordar, ela vê que a mão do braço decepado tem uma tatuagem em forma de cruz, reconhece o homem como Adam e percebe que ficou inconsciente por muito mais tempo do que pensava. Ela leva o braço e examina o que há sob o dispositivo: na pele aparece um conjunto de símbolos formados por losangos e cruzes.

Uma labareda sai do fundo de um duto metálico longo e estreito

O aparelho mecânico e a sala das memórias

Depois que uma das armadilhas a fere, um aparelho em forma de crânio, pendurado em tentáculos mecânicos, cuida do ferimento. Enquanto o aparelho se conecta ao traje, Lisa vê fragmentos do momento em que Adam a ataca com a faca, de sua queda para fora do carro e da luz no céu noturno, e confirma que o labirinto metálico não é um cativeiro comum montado por Adam.

Um aparelho em forma de crânio, com carcaça mecânica e lente circular, suspenso bem perto

Ao seguir em frente, Lisa desvia de lâminas giratórias e depois é perseguida por uma criatura de forma humana, carbonizada e sem uma das mãos. Em seguida, entra numa sala luminosa onde surgem diante dela lembranças de sua vida passada e da queda mortal de Nina por uma janela. Essas imagens ligam a dor que ela carregava na estrada à luta pela sobrevivência que enfrenta agora.

Uma mulher de traje preto e prateado em um corredor iluminado onde várias imagens são projetadas

Os símbolos do trajeto depois da reinicialização

Lisa chega a um duto que parece receber luz do dia, mas uma malha densa de arame metálico bloqueia a passagem. Ela entra no meio dos arames e não consegue mais sair, enquanto a armadilha de fogo começa a esquentar. Pouco antes de as chamas chegarem, um alçapão se abre sob seus pés, ela cai na escuridão e acorda de novo no primeiro compartimento.

Por um momento, ela desiste de procurar a saída e, com o próprio sangue, desenha na parede os símbolos do pulso de Adam, na esperança de que alguém os veja mais adiante. Com a sequência completa à vista, ela descobre que esses símbolos são, na verdade, o trajeto do labirinto. Lisa parte de novo seguindo essas indicações, atravessa mais depressa as armadilhas que já conhece e usa o ácido para corroer o próprio dispositivo de pulso; por baixo dele também está escondido outro conjunto de símbolos.

Uma mulher de traje preto e prateado rasteja curvada por um duto úmido iluminado de azul

A cavidade orgânica e o perseguidor

Os novos símbolos levam Lisa a uma cavidade orgânica que não se parece em nada com os dutos metálicos. As paredes semitranslúcidas são cobertas por uma trama de vasos sanguíneos e, do outro lado, veem-se silhuetas em movimento de criaturas desconhecidas. O filme não explica quem são essas criaturas, que relação elas têm com o labirinto nem com que finalidade as armadilhas foram instaladas.

Uma mulher ferida de pé dentro de uma cavidade vermelha coberta de vasos sanguíneos

Ao sair da cavidade, Lisa encontra de novo o perseguidor carbonizado de forma humana. Ela o atrai para um duto com um mecanismo de esmagamento e, quando as paredes se fecham, prende a cabeça dele com o pé para que o mecanismo a esmague. Depois, continua procurando o fim do percurso, guiada pelos símbolos que tem sob o pulso.

Uma mulher olha para cima a partir da abertura circular de uma cavidade orgânica vermelha

No caminho, Lisa vê Nina com uma bola nas mãos. A menina tenta levá-la para outro duto e quer que ela fique, mas Lisa conclui que aquela figura não é sua filha de verdade e segue a rota indicada pelos símbolos. As duas se abraçam para se despedir, e a menina desaparece depois de demonstrar que aprova a escolha de Lisa.

O último trecho do duto

Lisa enfim chega a outro duto com luz do dia na ponta, com três lâminas que caem sem parar diante da saída. Ela passa direto pelas duas primeiras armadilhas, mas, ao cruzar a terceira, perde um pé. Suportando o ferimento, rasteja até a fonte de luz e só então descobre que aquele suposto céu é apenas uma imagem projetada numa tela, e não uma saída de verdade.

Uma pessoa de traje preto e prateado encolhida diante da abertura circular de um compartimento iluminado de azul

Em um duto azul, um pé separado da seção cortada de uma perna ferida

Diante do céu falso, Lisa confirma que chegou ao fim do trajeto e que, mesmo assim, não consegue sair. Então a estrutura superior se abre, uma luz forte entra no duto, e o corpo dela se desprende do chão e sobe.

O final

Lisa acorda sobre uma rocha, sob um céu luminoso, e o pé que tinha sido cortado está inteiro de novo. Nina aparece diante dela e explica que o corpo de Lisa morreu muitas vezes, que os cadáveres dos dutos são os corpos deixados pelos ciclos anteriores e que agora ela está a salvo e não precisa mais ter medo. Lisa pergunta o que deve fazer daqui para a frente, e Nina diz que ela deve continuar vivendo.

Uma mulher adulta e uma menina sentadas sobre uma rocha diante de uma cachoeira

A câmera se afasta para cima e revela que as duas estão em um mundo bonito, com uma cachoeira e um céu desconhecido. O filme termina aqui, sem esclarecer se Lisa foi levada a um ambiente alienígena físico, se entrou no mundo dos mortos ou se chegou a um espaço criado pela força que comanda o labirinto. O que se pode confirmar é que ela completa o trajeto, seus ferimentos desaparecem e ela reencontra Nina.