O Sono da Morte
Um menino capaz de transformar sonhos em realidade chega à casa de um casal que perdeu o filho: panorama completo de O Sono da Morte, das borboletas e da volta do filho morto ao pesadelo que devora a família, ao resgate no abrigo e à verdade sobre a origem do menino
Título
O Sono da Morte
Before I Wake
Ano / Duração
2016 · 97 minutos
Gênero
Drama / Terror / Fantasia
Direção
Mike Flanagan
Roteiro
Mike Flanagan e Jeff Howard
Avaliação
Elenco
Kate Bosworth (como Jessie), Thomas Jane (como Mark), Jacob Tremblay (como Cody), Annabeth Gish (como Natalie), Dash Mihok (como Whelan)
O Sono da Morte é um filme americano de terror e fantasia de 2016, dirigido por Mike Flanagan, que também assina o roteiro com Jeff Howard. O elenco é liderado por Kate Bosworth, Thomas Jane e Jacob Tremblay, e o filme tem 97 minutos. Ele é exibido primeiro no Fantasia International Film Festival de 2016 e, depois de vários adiamentos na distribuição, estreia nos Estados Unidos em 2018. A história gira em torno de um casal que perdeu o filho e de um menino adotivo capaz de transformar sonhos em realidade.
Em 29 de setembro de 2026, o filme tem nota 6,2 no IMDb, com 56.916 avaliações; no Rotten Tomatoes, 67% das 36 críticas profissionais registradas são positivas, e o índice de aprovação do público é de 48%, com mais de 10.000 avaliações. A recepção da crítica é, em geral, favorável, mas as opiniões do público são mais divididas.
Uma nova casa após a perda de Sean
Sean, o filho pequeno de Jessie e Mark, morre afogado por acidente na banheira. O casal não consegue superar a dor: Mark instala barras de apoio na banheira, Jessie guarda as fotos de família da sala, e os dois decidem acolher uma criança adotiva, na esperança de reconstruir a vida em família.

A assistente social Natalie apresenta a eles Cody, de oito anos. A mãe de Cody morreu de câncer quando ele tinha três anos, e as duas adoções temporárias anteriores não deram certo. Ele é educado e quieto, mas tem muito medo de dormir e conta a Jessie que, nos sonhos, aparece um monstro que ele chama de “Canker Man”. Jessie acha que é um pesadelo comum e diz a ele que sonhos não podem machucar ninguém no mundo real.

Depois que Cody se muda para a casa, os três comem juntos e arrumam o quarto dele. Cody vê Sean na foto da sala, e Mark explica que ele é o filho falecido do casal. Esse detalhe entra depois nos sonhos de Cody e faz a dor ainda viva de Jessie voltar à tona no dia a dia.

As borboletas e Sean surgem dos sonhos
Na primeira noite, depois que Cody adormece, borboletas coloridas começam de repente a voar pela sala. Mark estende a mão e pega uma borboleta azul; Jessie também vê essas imagens que não deveriam ser possíveis. Assim que Cody acorda, todas as borboletas somem. Com isso, o casal confirma que as imagens dos sonhos dele podem entrar por pouco tempo na realidade.

Mais tarde, Cody sonha com o Sean da foto. O menino morto aparece na sala, e Jessie e Mark tentam se aproximar dele, mas Sean também desaparece quando Cody acorda. Jessie logo começa a mostrar a Cody vídeos de família de Sean, na esperança de que ele recrie mais cenas do menino enquanto dorme.


O Sean dos sonhos repete os movimentos dos vídeos, mas é só uma imagem montada por Cody a partir das gravações. Mark acha que Jessie está se aproveitando do dom de Cody, em vez de tratá-lo como uma criança que precisa de cuidados, e por isso guarda as fotos de Sean. As atitudes diferentes dos dois em relação a Cody e a Sean pioram ainda mais uma relação que já era tensa.
O pesadelo na escola e o desaparecimento de Mark
Na escola, Cody conhece a colega Annie e também sofre o bullying de Tate. Mais tarde, ele adormece na sala de aula; o monstro dos pesadelos aparece logo em seguida e devora Tate diante de Annie. O grito da menina acorda Cody, mas Tate já desapareceu da realidade.

Em vez de investigar primeiro o que aconteceu na escola, Jessie consulta um médico sobre os problemas de sono de Cody e mistura escondida na bebida dele o remédio receitado. Naquela noite, Cody sonha de novo com Sean, mas o rosto do menino vai se transformando no do monstro dos pesadelos. Mark não consegue acordar Cody do sono profundo causado pelo remédio; o monstro devora Mark e deixa Jessie inconsciente.

Quando Jessie acorda, Cody já ligou para a emergência. A polícia não encontra Mark, e a assistente social suspeita de violência dentro da casa; por isso, afasta Cody de Jessie e o leva para um abrigo infantil. Jessie está convencida de que os pesadelos de Cody levaram Mark, assim como Tate, e começa a investigar o histórico de adoções temporárias do menino.
As pistas das duas adoções anteriores
Natalie se recusa a deixar que Jessie fale diretamente com Cody, então Jessie pega o dossiê e localiza Whelan Young, o primeiro pai adotivo do menino. Whelan conta que, quando a esposa adoeceu, Cody se lembrou da mãe biológica e o monstro dos pesadelos também a levou do mesmo jeito; a esposa que apareceu depois nos sonhos era só uma cópia sem consciência real. A segunda família adotiva de Cody também desapareceu em circunstâncias misteriosas.

Whelan culpa Cody por todos os desaparecimentos, acredita que a única forma de acabar com os pesadelos é matar o menino e pede a Jessie que faça isso. Depois de recusar, Jessie continua investigando e encontra, entre os pertences da mãe biológica de Cody, um diário, um travesseiro em forma de borboleta e um desenho do monstro feito pelo menino. Esses objetos ligam as borboletas, a doença da mãe e o medo que Cody sente do monstro.

O último pesadelo no abrigo
Jessie chega à noite à instituição onde Cody está. Os sonhos já transformaram o interior do prédio: trepadeiras pretas cobrem as paredes dos corredores e dos quartos e prendem as outras crianças na parede. Jessie avança sozinha em busca de Cody, enquanto o monstro dos pesadelos também aparece no corredor escuro.

Quando o monstro se aproxima, Jessie para de fugir, tira o travesseiro em forma de borboleta que era da mãe de Cody e o mostra a ele; depois avança e o abraça. O monstro encolhe nos braços dela e assume a aparência de Cody, antes de desaparecer junto com as trepadeiras das paredes. Jessie encontra Cody, que ainda não acordou, e o leva para casa.

O final
No dia seguinte, Jessie lê para Cody o diário da mãe biológica. O texto explica que ela amava Cody e sabia que os sonhos dele podiam virar realidade. Da primeira infância, Cody só se lembra de que o câncer deixou a mãe pálida e magra; como não entende a palavra “cancer”, ele a pronuncia “canker”. O monstro dos pesadelos é justamente a lembrança cada vez mais apagada e deformada que ele guarda da mãe doente.
Jessie diz a Cody que o dom dele não cria só pesadelos, mas também pode trazer coisas bonitas. Além disso, ela transforma em história de ninar a possibilidade de Tate acordar, de a esposa de Whelan voltar para casa e de Mark ter outro desfecho, embora o filme não confirme, com imagens da realidade, que essas pessoas desaparecidas tenham voltado. Cody aceita Jessie como sua nova mãe; os dois ficam abraçados, sentados na cama, e a história termina depois que ele reinterpreta a mãe, os sonhos e a própria capacidade.
