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Junto com os Deuses: Os Dois Mundos

Um bombeiro morto enfrenta sete julgamentos: relato detalhado da jornada de Kim Ja-hong pelo além, da verdade sobre como o irmão dele, Kim Soo-hong, se torna um espírito vingativo e de como o perdão da mãe muda o veredito final

Título

Junto com os Deuses: Os Dois Mundos

신과함께-죄와 벌 / Along with the Gods: The Two Worlds

Também conhecido como: Entre Os Deuses - Os Dois Mundos (Portugal)

Ano / Duração

2017 · 139 minutos

Gênero

Drama / Fantasia / Ação

Direção

Kim Yong-hwa

Roteiro

Kim Yong-hwa

Avaliação

Elenco

Ha Jung-woo (como Gang-rim), Cha Tae-hyun (como Kim Ja-hong), Ju Ji-hoon (como Hae Won-maek), Kim Hyang-gi (como Lee Deok-choon), Kim Dong-wook (como Kim Soo-hong), Do Kyung-soo (como Won Dong-yeon), Lee Jung-jae (como Yeomra)

Obra original

Baseado no webtoon homônimo Along With the Gods, de Joo Ho-min

Junto com os Deuses: Os Dois Mundos
Uma mulher de cabelo curto e um homem de uniforme amarelo de bombeiro em pé diante de um caminhão de bombeiros; ao lado, um homem de preto ergue um objeto que tem na mão Um homem de uniforme amarelo de bombeiro em pé diante de um caminhão de bombeiros, com o rosto sujo de fuligem Dois homens de preto e uma mulher de cabelo curto em pé diante de um descampado cinzento Num tribunal circular na penumbra, várias pessoas se distribuem em volta de uma plataforma de pedra Duas pessoas com trajes oficiais escuros em pé diante de uma bancada de julgamento cercada por colunas de rocha Várias pessoas atravessam águas negras numa balsa de madeira, com o brilho do fogo refletido ao longe na superfície
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

Junto com os Deuses: Os Dois Mundos é um filme sul-coreano de fantasia e drama escrito e dirigido por Kim Yong-hwa, baseado no webtoon homônimo de Joo Ho-min. Cha Tae-hyun interpreta o bombeiro Kim Ja-hong. Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon e Kim Hyang-gi vivem os três guardiões do além que escoltam os mortos até os julgamentos. Kim Dong-wook, Do Kyung-soo e Lee Jung-jae interpretam os personagens-chave que atravessam o mundo dos vivos e o submundo. O filme estreou na Coreia do Sul em 20 de dezembro de 2017 e dura 139 minutos.

Até a data de publicação deste artigo, o filme tem nota 7,2 no IMDb, com cerca de 22 mil avaliações. No Rotten Tomatoes, as 10 críticas profissionais somam 70% de aprovação, e o público dá 84%. As críticas publicadas costumam elogiar a construção visual do submundo, da lava, do deserto e do mundo de gelo. Alguns comentários, porém, consideram a estrutura dos sete julgamentos repetitiva, o enredo carregado e os trechos familiares pesados demais no sentimentalismo.

O texto a seguir contém o enredo completo e o final.

A morte depois do resgate no incêndio

O bombeiro Kim Ja-hong salva uma menina durante o incêndio de um prédio alto, mas morre na queda e na explosão que vêm em seguida. Por um momento, ele não consegue aceitar que já morreu. Então surgem diante dele Lee Deok-choon, uma jovem de cabelo curto, e Hae Won-maek, um guardião de preto. Os dois o chamam de “alma nobre”, algo raro, e o levam para o mundo dos mortos.

Uma mulher de cabelo curto e um homem de uniforme amarelo de bombeiro em pé diante de um caminhão de bombeiros; ao lado, um homem de preto ergue um objeto que tem na mão

Na entrada do submundo, Ja-hong conhece Gang-rim, o líder dos três guardiões. Eles explicam que todo morto precisa enfrentar sete julgamentos em quarenta e nove dias e que a missão de escolta só é considerada cumprida se o falecido ganhar o direito de reencarnar. Ja-hong se preocupa sobretudo com a mãe e o irmão mais novo, que continuam no mundo dos vivos, mas ele não pode mais voltar para perto deles.

Um homem de uniforme amarelo de bombeiro em pé diante de um caminhão de bombeiros, com o rosto sujo de fuligem

Os dois julgamentos dos infernos do assassinato e da preguiça

O primeiro é o julgamento do assassinato. A promotoria acusa Ja-hong de ter abandonado, em outro incêndio, um colega preso sob os escombros, o que causou a morte dele. Gang-rim reconstitui o que aconteceu do começo ao fim: o bombeiro pediu que Ja-hong resgatasse primeiro os outros presos. Ja-hong tirou oito pessoas e tentou voltar, mas o prédio já tinha desabado. Com base nisso, o juiz conclui que ele não abandonou o colega para se salvar.

Dois homens de preto e uma mulher de cabelo curto em pé diante de um descampado cinzento

O segundo julgamento examina a preguiça. Em vida, Ja-hong quase nunca descansava e, durante anos, acumulou vários empregos ao mesmo tempo, embora admita que trabalhava sem parar por dinheiro. Gang-rim acrescenta que ele mandava esse dinheiro para a mãe doente e para o irmão mais novo, que prestava o serviço militar. Ganhar dinheiro não era uma forma de fugir das responsabilidades, e sim o jeito dele de arcar com as despesas da família. Ja-hong é declarado inocente mais uma vez.

Num tribunal circular na penumbra, várias pessoas se distribuem em volta de uma plataforma de pedra

As cartas falsas bem-intencionadas e o mundo dos mortos fora de controle

A caminho do inferno da fraude, os caminhos do mundo dos mortos se retorcem de repente, e os espíritos malignos, até então contidos, começam a atacá-los. Os guardiões deduzem que um familiar direto de Ja-hong acabou de morrer de forma injusta e virou espírito vingativo. Gang-rim se separa do grupo e vai ao mundo dos vivos investigar, enquanto Hae Won-maek e Lee Deok-choon continuam escoltando Ja-hong.

Duas pessoas com trajes oficiais escuros em pé diante de uma bancada de julgamento cercada por colunas de rocha

O julgamento da fraude investiga as cartas falsas que Ja-hong escreveu. Ele usou o nome de um colega já falecido para mandar cartas à filha dele e também escondeu da própria mãe as dificuldades que enfrentava. As cartas não mudaram o fato da morte, mas sustentaram quem as recebeu nos momentos mais duros. Lee Deok-choon conclui a defesa graças à ligação que mantém com Gang-rim, e o tribunal decide que essas mentiras não causaram dano. Em seguida, Ja-hong passa direto pelas provas da injustiça e da traição.

Várias pessoas atravessam águas negras numa balsa de madeira, com o brilho do fogo refletido ao longe na superfície

Kim Soo-hong se torna um espírito vingativo

No mundo dos vivos, Gang-rim confirma que o espírito vingativo é Kim Soo-hong, o irmão mais novo de Ja-hong. No quartel, Soo-hong cuidava o tempo todo de Won Dong-yeon, um soldado de estado instável. Durante um turno de guarda, o fuzil de Won Dong-yeon dispara por acidente, e Soo-hong cai baleado. O superior dele, Park Moo-shin, teme que o incidente destrua sua carreira, e não presta socorro imediato nem comunica o ocorrido.

Num quarto na penumbra, um homem de preto aproxima uma lâmina longa de brilho avermelhado de uma figura transparente

Soo-hong morre de repente, e o rancor dele fica ligado ao julgamento que o irmão enfrenta. Transformado em espírito vingativo, ele volta ao quartel para perseguir Won Dong-yeon e Park Moo-shin. Isso provoca fenômenos anormais no mundo dos vivos e mantém o espaço do submundo fora de controle. Gang-rim deveria eliminar os espíritos vingativos que perturbam a ordem, mas antes investiga o que realmente aconteceu com Soo-hong.

Um homem de cabelo curto em uniforme militar sentado dentro de um veículo na penumbra, com a cabeça virada para o lado

O disparo acidental e o enterro em vida no quartel

Gang-rim vê o que acontece depois do acidente. Won Dong-yeon acredita que Soo-hong já morreu, e Park Moo-shin continua encobrindo o caso mesmo ao perceber que Soo-hong ainda dá sinais de vida. Os dois o enterram na encosta de uma montanha e deixam passar a última chance de salvá-lo. Por isso, Soo-hong concentra a raiva em Won Dong-yeon e Park Moo-shin, e não no irmão, que está sendo julgado no submundo.

Um homem de preto em pé diante de um terreno com pneus empilhados, segurando no alto um objeto retangular marrom

Mais tarde, Won Dong-yeon conta à mãe de Soo-hong onde o corpo está enterrado e, em seguida, tenta se matar. Soo-hong chega a persegui-lo até ficar diante dele, mas, no último instante, pede a Gang-rim que o salve. Gang-rim impede a morte de Won Dong-yeon e confirma assim que Soo-hong ainda é dono das próprias escolhas. Ao mesmo tempo, a mãe de Soo-hong chega ao quartel à procura do filho, e Park Moo-shin continua tentando fugir da responsabilidade.

Um homem de uniforme militar e um homem de preto lado a lado numa estrada arborizada

O passado familiar que o julgamento da violência revela

O julgamento da violência no submundo revela um episódio do passado que Ja-hong nunca quis mencionar. Quando era jovem, ele bateu em Soo-hong, que estava desnutrido, e depois saiu de casa por anos sem voltar a ver a mãe e o irmão pessoalmente. Como Soo-hong não chegou a perdoá-lo em vida, Ja-hong é declarado culpado. Gang-rim pede, por meio de Lee Deok-choon, que esse crime seja julgado junto com o julgamento seguinte, o da crueldade familiar, para dar a Ja-hong uma última chance de se explicar.

Um homem de uniforme amarelo de bombeiro levanta uma das mãos, em pé num templo de pedra na penumbra

Ja-hong reconhece que, naquela época, a família vivia na pobreza, a mãe estava gravemente doente e o irmão passava fome havia muito tempo. Ele chegou a pensar em morrer junto com toda a família e depois tirar a própria vida. Soo-hong descobriu e o impediu, Ja-hong perdeu o controle e machucou o irmão, e depois foi embora de casa por vergonha. Mais tarde, continuou trabalhando e mandando dinheiro para casa, mas nunca teve coragem de voltar e encarar os seus.

Um homem de uniforme amarelo de bombeiro, de cabeça baixa, diante de um templo de pedra coberto de luz vermelha

O último julgamento no inferno da crueldade familiar

No mundo dos vivos, Soo-hong vê Park Moo-shin tratar a mãe dele com desprezo, e a raiva volta a dominá-lo. Ele se transforma numa tempestade enorme que atinge o quartel. A tempestade também abala o submundo e coloca Ja-hong em perigo na última prova. Soo-hong para ao perceber que seus atos estão machucando o irmão, e só então Gang-rim e Hae Won-maek conseguem levá-lo para ver a mãe.

Um templo de pedra negra cercado por fendas vermelhas, com um homem de roupa amarela em pé no centro

No inferno da crueldade familiar, Yeomra interroga Ja-hong sobre aquela tentativa de matar a família e aponta que, naquela noite, a mãe na verdade estava acordada. Ela se considerava um peso para os seus e por isso não resistiu. Ja-hong não tem como justificar esse pensamento e só lhe resta esperar o veredito.

Um homem de cabelo preso e barba em pé diante de colunas de rocha altíssimas, olhando para a frente

O final

Gang-rim faz Soo-hong entrar no sonho da mãe. Soo-hong explica a ela o que o irmão fez tantos anos antes, e Ja-hong também pede perdão a ela do salão de julgamento. No sonho, a mãe deixa claro que perdoou Ja-hong há muito tempo e que sofre por tudo o que os dois filhos tiveram de suportar. Com isso, Yeomra decreta que o submundo não volta a julgar um pecado que já recebeu o perdão sincero da vítima no mundo dos vivos. Ja-hong passa pela última prova e ganha o direito de reencarnar.

Uma mulher de cabelo branco chora sentada na beira da cama, enquanto um homem de roupa escura se inclina diante dela

Depois que Ja-hong vai embora, Gang-rim não dá a investigação por encerrada. Ele decide que Soo-hong será o próximo morto escoltado pelos três guardiões e se prepara para enfrentar Yeomra diretamente pela morte de Soo-hong e pela interferência sofrida pelo submundo. Este filme não chega a dar o veredito final de Soo-hong e deixa o julgamento dele para a história seguinte. Em outra cena curta no encerramento, um guardião vai levar o idoso Heo Choon-sam, mas é impedido por Seongju, o deus que protege a casa, mais uma ponta solta deixada para o filme seguinte.

Mais cenas

Outras cenas

Três pessoas olham para fora por trás de um gradil metálico coberto de geada