Relatos Selvagens
Seis explosões de descontrole e vingança que ultrapassam os limites da razão: a trama completa e o final de Relatos Selvagens, com a armadilha no avião, o envenenamento no restaurante, o conflito na estrada, a explosão no pátio de reboque, o acobertamento de um atropelamento e o caos de um casamento
Título
Relatos Selvagens
Relatos salvajes
Ano / Duração
2014 · 122 minutos
Gênero
Drama / Comédia / Crime
Direção
Damián Szifron
Roteiro
Damián Szifron
Avaliação
Elenco
Ricardo Darín (como Simón Fisher), Erica Rivas (como Romina), Leonardo Sbaraglia (como Diego), Oscar Martínez (como Mauricio), Rita Cortese (como a cozinheira)
Prêmios
87ª edição do Oscar: indicação a Melhor Filme Estrangeiro
Relatos Selvagens é uma comédia de humor ácido coproduzida pela Argentina e pela Espanha, escrita e dirigida por Damián Szifron e estrelada por Ricardo Darín, Erica Rivas, Leonardo Sbaraglia, Oscar Martínez e Rita Cortese, entre outros. O filme é composto por seis histórias independentes, estreia no Festival de Cannes em maio de 2014 e depois chega aos cinemas argentinos no mesmo ano; tem 122 minutos de duração e recebe uma indicação a Melhor Filme Estrangeiro na 87ª edição do Oscar.
Em 6 de novembro de 2026, o filme tem nota 8,1 no IMDb, com 242.893 votos; o Rotten Tomatoes reúne 156 críticas profissionais, com 94% de aprovação e nota de 92% do público. Todos esses indicadores permanecem em níveis elevados e refletem uma recepção geral positiva.
Pasternak coloca seus inimigos no mesmo avião
Depois de embarcar, a modelo Isabel conversa com Salgado, o crítico musical sentado ao seu lado, e os dois descobrem que conhecem Gabriel Pasternak. Isabel foi namorada de Pasternak e depois se envolveu com o único amigo dele, enquanto Salgado criticou duramente as composições musicais de Pasternak. Cada vez mais passageiros entram na conversa, e todos haviam rejeitado, humilhado ou magoado Pasternak na escola, no trabalho ou na vida pessoal.

Os passageiros percebem que todos receberam as passagens por intermédio de Pasternak. Uma comissária de bordo informa que Pasternak é o chefe de cabine do voo e se trancou na cabine de comando. O psiquiatra que o tratou tenta persuadi-lo através da porta e atribuir aos pais as desgraças que ele sofreu. O avião então perde altitude, segue em direção à casa dos pais de Pasternak e acaba se chocando contra eles.

Veneno de rato e facas no restaurante
Em uma noite chuvosa, um homem entra em um restaurante à beira da estrada. A garçonete reconhece o homem como Cuenca, um agiota que, anos antes, obrigou a família dela a deixar sua cidade natal, levando o pai dela ao suicídio. Depois de ouvir a história, a cozinheira propõe colocar veneno de rato na comida de Cuenca. A garçonete se recusa a matá-lo, mas a cozinheira aproveita um momento de distração para misturar veneno vencido no prato.

O filho de Cuenca chega depois ao restaurante e começa a comer a comida do pai. Preocupada com a possibilidade de o jovem inocente ser envenenado, a garçonete tenta retirar o prato. Cuenca a impede e a agarra pelo pescoço, e a cozinheira o mata com uma facada pelas costas. Quando a polícia chega, leva a cozinheira; o filho de Cuenca recebe atendimento médico, enquanto a garçonete permanece sentada ao lado dele, observando-o.

Uma ultrapassagem vira uma luta até a morte
Diego dirige por uma estrada deserta, enquanto um carro velho à sua frente bloqueia repetidamente sua passagem. Ele finalmente consegue ultrapassá-lo e, ao passar, insulta Mario, o outro motorista. Pouco depois, um pneu do carro de Diego estoura e ele para no acostamento para trocá-lo; Mario o alcança, estaciona o carro velho atravessado diante do sedã, quebra os vidros e urina e defeca no teto.

Quando Mario se prepara para partir, Diego usa seu carro para empurrar o homem e o veículo velho para o leito do rio e depois deixa o local. Com medo de que Mario se vingue, Diego volta e tenta atropelá-lo, mas perde o controle e despenca pela margem. Os dois lutam dentro do carro; Mario acende uma tira de pano e a enfia no tanque de combustível, enquanto Diego o segura para impedir sua fuga. Após a explosão do sedã, a polícia encontra os dois corpos carbonizados abraçados e conclui, por engano, que as mortes resultaram de um conflito amoroso.

Um engenheiro de explosivos reage ao sistema de reboque
O engenheiro de explosivos Simón vai buscar o bolo de aniversário da filha e, quando volta, descobre que seu carro foi rebocado. Ele afirma que não havia placa proibindo estacionar no local, mas precisa pagar antes de recuperar o veículo e, por isso, perde a festa de aniversário. No dia seguinte, vai a um guichê exigir o reembolso, mas o funcionário se recusa a atendê-lo; durante a discussão, Simón quebra o painel de vidro, é imobilizado pelos seguranças e acaba detido. Depois que a imprensa noticia o incidente, a empresa o demite, e sua esposa dá continuidade ao divórcio e à disputa pela guarda da filha.

Depois de não conseguir emprego, Simón tem o carro rebocado mais uma vez. Ele recupera o veículo, coloca explosivos no porta-malas e o estaciona em um lugar onde sabe que será levado. Quando o carro entra no pátio, ele detona os explosivos remotamente; a explosão destrói o escritório do serviço de reboque, mas não causa mortes. Simón é preso, porém ganha o apoio do público por expor os problemas do sistema de reboque, e as pessoas passam a chamá-lo de “Bombita”. No aniversário dele, a esposa e a filha o visitam na prisão e levam um bolo em forma de guincho.

Um homem rico negocia um culpado para proteger o filho
O filho do empresário Mauricio atropela uma mulher grávida com o carro do pai durante a noite e foge. O noticiário informa que tanto a mulher quanto o bebê morreram, e o marido da vítima promete vingança diante das câmeras. Mauricio e a esposa chamam o advogado e se preparam para pagar José, o jardineiro da casa, para que confesse que dirigia o veículo. José aceita assumir a culpa em troca de 500 mil dólares.

Depois de chegar para examinar o veículo, o promotor conclui, pela posição do retrovisor, que José não era o verdadeiro motorista. Ele não revela o plano de imediato e entra na negociação por meio do advogado. José também exige uma casa, e o promotor pede mais dinheiro. Em determinado momento, o filho responsável pelo atropelamento tenta confessar diante dos jornalistas e da multidão que aguardam do lado de fora; furioso, Mauricio cancela o acordo, mas depois volta a negociar com o advogado para reduzir as exigências de todos. Por fim, a polícia retira José da residência, e o marido da vítima avança de repente e o atinge na cabeça com um martelo.

O final
Durante a recepção de um casamento judaico, a noiva, Romina, descobre que o noivo, Ariel, teve um caso com uma das convidadas presentes. Ela confronta o marido na pista de dança e depois corre até o terraço. Um funcionário da cozinha a consola ali, e os dois fazem sexo; quando Ariel chega e os surpreende, Romina avisa que, se o casamento continuar, ela se vingará repetidamente da traição dele.

Quando o casal volta ao salão, Romina leva a amante do marido até a pista de dança, gira com ela e a arremessa contra um espelho. Em seguida, pede ao fotógrafo que registre a reação de Ariel e da mãe dele. A mãe de Ariel avança contra Romina, mas os familiares a afastam, e Romina sofre um colapso emocional. Ariel se aproxima e estende a mão; os dois voltam a dançar, se beijam e depois fazem sexo ao lado da mesa do bolo, enquanto os convidados deixam o salão aos poucos e o filme chega ao fim.
