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Tusk: A Transformação

Uma entrevista do outro lado da fronteira vira uma transformação forçada em morsa: o percurso completo de como o apresentador de um podcast cai nas mãos de um assassino em série, da busca dos amigos e do final na reserva de animais selvagens

Título

Tusk: A Transformação

Tusk

Ano / Duração

2014 · 102 minutos

Gênero

Comédia / Terror

Direção

Kevin Smith

Roteiro

Kevin Smith

Avaliação

Elenco

Justin Long (como Wallace Bryton), Michael Parks (como Howard Howe), Genesis Rodriguez (como Ally Leon), Haley Joel Osment (como Teddy Craft), Johnny Depp (como Guy Lapointe)

Tusk: A Transformação
Dois homens de pé dos dois lados de uma mesa de pebolim; um deles levanta a mão enquanto conversa Um homem de barba, de perfil diante de um microfone Um homem segura uma xícara pequena com as duas mãos e olha para a frente, tenso Um jovem conversa com um velho numa cadeira de rodas, separados por uma mesinha Um homem de barba, deitado de costas, olha para cima com os olhos arregalados Um velho sentado ao lado de um homem deitado; há manchas de sangue na mesa e nas roupas
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

Tusk: A Transformação é uma comédia de terror negra, coproduzida por Estados Unidos e Canadá, escrita e dirigida por Kevin Smith, com Justin Long, Michael Parks, Genesis Rodriguez, Haley Joel Osment e Johnny Depp no elenco. O filme nasceu de uma história que Smith e Scott Mosier discutiram em seu podcast, estreou em 2014 e tem 102 minutos de duração.

No momento deste registro, o filme tem nota 5,4 no IMDb; o Tomatometer do Rotten Tomatoes é de 45% e o Popcornmeter do público, de 36%. As críticas em geral elogiam a atuação de Michael Parks e o delirante body horror da premissa, mas se dividem claramente sobre se a comédia e o terror conseguem conviver e se a segunda metade estica demais uma única ideia.

Do podcast à entrevista no Canadá

Dois homens de pé dos dois lados de uma mesa de pebolim; um deles levanta a mão enquanto conversa

Wallace Bryton e seu amigo Teddy Craft apresentam juntos um podcast que procura figuras e esquisitices da internet para depois comentar os entrevistados com piadas cruéis. Wallace se prepara para voar ao Canadá e entrevistar um jovem que ficou famoso por se ferir com uma espada samurai. Ally, namorada de Wallace, está cada vez mais incomodada com a mudança dele: nos primeiros anos ninguém lhe dava atenção e, depois que o programa fez sucesso, ele transformou a zombaria dos outros em profissão e foi se afastando dela.

Um homem de barba, de perfil diante de um microfone

Ao chegar a Manitoba, Wallace descobre que o jovem que ia entrevistar se suicidou. Para não perder a viagem, ele decide procurar outro material na hora. No banheiro de um bar, vê um aviso escrito à mão: um velho oferece hospedagem grátis e promete contar ao visitante suas muitas histórias da vida no mar. Seguindo o aviso, Wallace chega a uma mansão isolada.

Howard conta a história da morsa

Um homem segura uma xícara pequena com as duas mãos e olha para a frente, tenso

O dono da casa, Howard Howe, recebe Wallace numa cadeira de rodas. Ele foi marinheiro e guarda uma grande coleção de ossos de animais e objetos de navegação. Howard conta que, depois de um naufrágio, ficou à deriva até chegar a uma ilha deserta e que foi uma morsa que o salvou; deu a ela o nome de “Mr. Tusk” e a descreve como a companheira mais importante de sua vida.

Um jovem conversa com um velho numa cadeira de rodas, separados por uma mesinha

Wallace grava a conversa enquanto toma chá e logo perde a consciência: Howard colocou um sedativo na xícara. Quando acorda, está preso a uma cadeira de rodas e a perna esquerda foi amputada. Howard mente primeiro, dizendo que uma aranha-marrom o picou e que o médico não teve alternativa senão amputar a perna às pressas; aos poucos Wallace percebe que não há médico algum na casa e que ninguém virá salvá-lo.

O plano de transformação depois da amputação

Um homem de barba, deitado de costas, olha para cima com os olhos arregalados

Howard se levanta e prova que a cadeira de rodas era só um disfarce. Ele diz a Wallace, sem rodeios, que vai transformá-lo numa morsa. Wallace consegue ligar pedindo ajuda, mas não fala na hora com Ally nem com Teddy: os dois mantêm um relacionamento pelas costas dele e nenhum atende o telefone. Wallace só consegue deixar uma mensagem de voz entrecortada e logo Howard o nocauteia de novo.

Um velho sentado ao lado de um homem deitado; há manchas de sangue na mesa e nas roupas

Howard amputa em seguida a outra perna de Wallace, corta sua língua e costura a pele dos braços ao tronco, deixando livres apenas os antebraços. Enquanto avança na transformação, conta sua infância: depois do assassinato dos pais, tornou-se um dos órfãos de Duplessis e sofreu maus-tratos por anos nas instituições onde viveu. Essa experiência o fez odiar os seres humanos.

Ally e Teddy procuram Wallace

Um homem e uma mulher de pé junto a uma grade de madeira, olhando algo para baixo

Ao ouvir a mensagem de socorro de Wallace, Ally e Teddy viajam ao Canadá. Eles registram o desaparecimento na polícia local e depois refazem o roteiro deixado por Wallace, em busca de pistas. No início só sabem que ele mudou de repente o plano da entrevista: não têm o endereço verdadeiro de Howard nem como confirmar quem fez o convite do aviso.

Um homem de chapéu preto sentado à mesa diante de duas outras pessoas

Um detetive local apresenta os dois a Guy Lapointe, ex-policial de Quebec. Lapointe persegue Howard há anos e sabe que ele se aproxima das vítimas com identidades diferentes. A polícia deu a Howard o apelido de “A Primeira Esposa”, porque vários dos corpos encontrados têm as mesmas características: sem pernas, com os braços costurados, sem língua e com fragmentos de osso de perna colocados na boca. Lapointe acredita que Wallace ainda pode estar vivo, mas que seu corpo provavelmente já sofreu uma transformação grave.

Lapointe localiza a mansão isolada

O homem de chapéu preto, de pé na grama, segura um objeto em cada mão

Lapointe se lembra de um encontro que teve com Howard anos antes. Na época, Howard usava outro nome e foi adiando o interrogatório com histórias intermináveis; Lapointe desconfiou, mas não conseguiu confirmar a identidade dele ali. Agora, liga aquelas pistas ao desaparecimento de Wallace e continua a investigação junto com Ally e Teddy.

Os três acabam voltando à loja de conveniência por onde Wallace passou na viagem. O funcionário reconhece Wallace e dá informações sobre o trajeto dele, o que permite localizar a mansão de Howard. A essa altura, Howard já concluiu a maior parte das cirurgias: Wallace não consegue falar nem andar normalmente, e também não consegue se soltar sozinho da pele costurada em seu corpo.

Costurado dentro da pele de morsa

Um velho sentado ao lado de uma pessoa costurada dentro de uma pele em forma de morsa

Howard fabrica com pele humana uma roupa de morsa, costura Wallace dentro dela e transforma os ossos das pernas amputadas em presas. Ele obriga Wallace a se arrastar pelo chão com os antebraços, joga peixes num tanque e exige que ele nade e coma como uma morsa. De início Wallace resiste, mas pouco a pouco só consegue responder com rugidos.

Um rosto manchado de sangue, cercado por presas compridas e cerdas rígidas

Howard finalmente conta a outra parte de sua história: antes de ser resgatado, matou e comeu Mr. Tusk para sobreviver. Desde então, sequestra uma pessoa atrás da outra para criar uma morsa artificial, tentando reviver o último dia ao lado de Mr. Tusk e dar a essa “morsa” uma nova chance de continuar viva. Nenhuma das vítimas anteriores sobreviveu a esse jogo.

A pessoa em forma de morsa, deitada na plataforma no meio do tanque, com uma bola e um aro ao lado

Howard também veste uma roupa de morsa feita por ele mesmo e entra no cercado ao lado do tanque. Ele treina Wallace com comida, rugidos e violência, e se prepara para enfrentá-lo numa luta final, com regras criadas por ele. Enquanto isso, Lapointe, Ally e Teddy já entraram na mansão e se aproximam do cercado subterrâneo, guiados pelos sons.

O final

Um velho com um capuz de presas, deitado de costas com o rosto coberto de sangue

Howard ataca Wallace com um porrete feito do osso peniano de uma morsa. Na luta, Wallace se joga sobre ele e crava no corpo de Howard as presas que usa no rosto. Howard cai sem pedir ajuda; ao contrário, parece satisfeito com o desfecho. Wallace ruge e encerra o ciclo em que Howard fabricava uma morsa artificial várias vezes só para depois matá-la.

Um homem e uma mulher encostados um no outro; ela chora de boca aberta

Ally e Teddy chegam ao cercado e veem Wallace costurado dentro da pele de morsa. Lapointe então ergue a arma e aponta para ele, como se fosse pôr fim ao seu sofrimento. O filme não mostra o tiro: nesse ponto, a história salta um ano para a frente.

Uma mulher de cabelo comprido abaixa a cabeça e olha para a frente

Um ano depois, Wallace continua dentro da pele de morsa e vive numa reserva de animais selvagens. Ally e Teddy vão visitá-lo e deixam um peixe para ele. Ally se lembra da conversa que os dois tiveram antes de Wallace viajar ao Canadá: ela havia dito que chorar é o que diferencia as pessoas dos animais. Ela diz a Wallace que ainda o ama e vai embora com Teddy. Wallace fica sozinho no cercado, e lágrimas escorrem de seus olhos.