Torihada 4: yofukashi no anata ni zotto suru hanashi wo
Seis armadilhas do cotidiano convergem em um aviso de morte para as 14h05: um resumo completo dos episódios de voyeurismo, perseguição, gravações, bilhetes anônimos e dos dois encontros em restaurantes de Torihada 4: yofukashi no anata ni zotto suru hanashi wo
Título
Torihada 4: yofukashi no anata ni zotto suru hanashi wo
トリハダ4〜夜ふかしのあなたにゾクッとする話を
Ano / Duração
2008 · 44 minutos
Gênero
Terror / Suspense
Direção
Kōichirō Miki
Roteiro
Kōichirō Miki / Takehiro Yashiro / Yukinari Kamata / Momoka Meriyama / Tomoko Matsuda
Avaliação
Elenco
Mitsuki Tanimura, Tokio Emoto, Satoru Matsuo, Haruka Kinami, Aimi Satsukawa
Torihada 4: yofukashi no anata ni zotto suru hanashi wo (トリハダ4〜夜ふかしのあなたにゾクッとする話を) é uma antologia de terror japonesa dirigida por Kōichirō Miki, com Mitsuki Tanimura, Tokio Emoto, Satoru Matsuo, Haruka Kinami e Aimi Satsukawa, entre outros. Foi exibida na madrugada de 9 de outubro de 2008 na Fuji Television e dura 44 minutos; seis histórias independentes se alternam com uma trama central sobre um aviso de morte, ambientada em uma lavanderia de fichas.
Até 16 de setembro de 2026, o filme tem nota 6,5 no IMDb, com 14 votos. A nota está acima da média, mas a amostra do IMDb é muito pequena e serve apenas como referência limitada.
O aviso de morte para as 2h05
Uma jovem espera a roupa em uma lavanderia de fichas, de madrugada. Por tédio, ela liga para números desconhecidos como trote e, em uma das ligações, ouve uma gravação mecânica: ela vai morrer naquele dia, às 2h05. Ela liga de novo e ouve o mesmo aviso. O relógio acabou de passar de 1h20, e o horário anunciado está perto.

Perto das 2h05, um homem de óculos entra na lavanderia, tira das máquinas roupas com manchas escuras e percebe o olhar dela. A jovem fica cada vez mais tensa; então outro cliente entra, e o homem não se aproxima dela. Quando o ponteiro passa das 2h05, ela vê que continua viva e acha que a ligação era só um trote.
O voyeur debaixo da cama
Um homem espia todos os dias a vizinha, do corredor do prédio. Ele descobre que a janela da varanda dela não tem trava e, quando o apartamento está vazio, entra por ali, toca nas coisas dela e mexe em seus pertences sem permissão. A moradora volta mais cedo, e ele não consegue sair; só lhe resta se esconder debaixo da cama e continuar observando pela fresta.

Em casa, a moradora está irritada e depois segue, com uma faca de cozinha, para o apartamento vizinho, o do homem. Ela não o encontra lá e volta para o próprio apartamento. Escondido debaixo da cama, ele acha que escapou, mas o celular dele vibra de repente. A moradora segue o som, se abaixa e seu rosto aparece na beira da cama, com a faca ainda na mão; o episódio termina no momento em que ele é descoberto.

O erro de julgamento no metrô
Em um vagão de metrô à noite, com muitos lugares vazios, um homem careca fica em pé diante de uma jovem, olhando fixamente para ela. A jovem troca de lugar, e ele continua a encará-la. Quando o trem para em uma estação, ela desce às pressas; o homem estica a mão e a segura, mas ela se solta e fica na plataforma, e ele só pode olhá-la pela janela.


Depois que o trem parte, a jovem encontra sozinha, na passagem, outro homem desconhecido. Ele se aproxima por trás dela, e a imagem corta; no fim, só restam uma revista caída no chão e uma poça de líquido vermelho. O puxão do homem careca não é explicado por nenhuma fala clara, mas a expressão preocupada dele ao deixar a estação contrasta com o ataque que acontece fora dela.
O DVD que registra a morte da esposa
Um marido que vive sozinho em outra cidade recebe DVDs enviados de casa. Os discos registram, por data, a rotina da esposa e do filho, e é por essas imagens que ele acompanha a vida em casa. O disco novo começa como mais uma gravação familiar comum; depois a imagem balança com força, e um homem desconhecido entra no quadro e ataca a esposa.

O marido liga na hora para a esposa, mas ninguém atende. A gravação continua, e o agressor de óculos por fim se aproxima da câmera e olha direto para a lente, para confirmar que alguém está assistindo. O marido então entende que o disco não é um registro da vida da esposa, mas uma gravação do assassinato, enviada de propósito pelo assassino.
O bilhete anônimo que leva ao coração vermelho
Um homem encontra um bilhete escrito à mão na abertura de retirada de uma máquina de venda automática. O bilhete pede que quem se interessar vá até a cabine telefônica logo à frente; ao chegar, ele encontra uma nova instrução, que pergunta sobre sua aparência e se ele leva dinheiro. Mesmo desconfiado de que é um trote, ele segue os bilhetes, um após o outro, e por fim recebe a foto de uma mulher e um número de telefone.

O último bilhete manda que ele fique de pé sobre um coração rosa desenhado no chão e ligue. A chamada não completa, e depois de esperar um pouco ele sai de cima do coração. Logo depois que ele se afasta, a mulher da foto cai de cima, exatamente no lugar onde ele estava; o homem vê a cena através da cerca e só então percebe que as instruções o levaram a um ponto de queda preparado de antemão.

Os presentes de amor que viram partes do corpo
Uma mulher passa por um túnel e ajuda um homem, que conserta uma bicicleta, a pegar uma lata de spray que caiu. Desde então, ele a segue até em casa e pendura uma sacola de papel na maçaneta da porta dela. A primeira caixa contém dois objetos parecidos com dentes; mais tarde, ao passar de novo pelo túnel, a mulher percebe que faltam dentes na boca do homem.

Os presentes anônimos passam a ser mechas de cabelo, e a aparência do homem continua mudando. A última marmita traz um objeto branco e redondo mergulhado em molho. Quando a mulher percebe o que é, ela grita, enquanto o homem que mandou o presente está agachado atrás do muro, do lado de fora, escutando. O filme não trata isso como uma declaração de amor comum: cada presente corresponde a um novo dano que ele causa ao próprio corpo.

O final
Outra mulher marca um encontro, em um restaurante familiar, com um homem que se apresenta como “Kōichi”, e que ela conheceu por um site de relacionamento. Ela está de uniforme escolar, leva uma mochila vermelha e manda essas características para ele. Kōichi se recusa a dizer como está vestido e depois envia a foto de uma mulher caída no chão. Ao perceber que o homem do encontro tem más intenções, ela corre para se esconder em uma cabine do banheiro e tenta mentir, dizendo que ele a confundiu com outra pessoa e que ela não tem mochila vermelha. Kōichi responde que já a encontrou e que se esconder não adianta.

Passos param do lado de fora da cabine e depois vão embora; a mulher escondida, por fim, empurra a porta para olhar e sorri aliviada por não ver ninguém a seguindo. Nesse momento, a jovem que recebeu o aviso de morte na lavanderia também chega ao restaurante. Ela acha que as 2h05 já passaram em segurança e, às 14h, encontra o colega que se declarou a ela no dia anterior; ela também leva uma mochila vermelha.
Quando chega às 14h05, o filme não mostra quem comete o crime e deixa só uma mochila vermelha ao lado da mesa, um celular de flip e uma grande poça de líquido vermelho. A tela do celular mostra que a morte foi confirmada, o que indica que o aviso se referia à tarde, e não à madrugada. A montagem coloca os dois encontros lado a lado, mas não confirma que as duas pessoas perigosas sejam a mesma, nem prova que a vítima foi confundida por causa da mochila vermelha; a única certeza que as imagens dão é que o aviso de morte se cumpriu e que a mulher no banheiro continuava viva naquele momento.
