O Flautista
Um acordo para livrar uma vila dos ratos vira uma vingança guiada pela flauta: o percurso completo da história de O Flautista, desde a chegada acidental de pai e filho a uma vila isolada e a traição do chefe da vila até a entrada das crianças na caverna
Título
O Flautista
손님
Ano / Duração
2015 · 107 minutos
Gênero
Mistério / Suspense / Terror
Direção
Kwang-tae Kim
Roteiro
Kwang-tae Kim
Avaliação
Elenco
Ryu Seung-ryong (como Woo-ryong), Lee Sung-min (como o chefe da vila), Chun Woo-hee (como Mi-sook), Lee Joon (como Nam-soo), Goo Seung-Hyeon (como Yeong-nam)
Obra original
lenda alemã O Flautista de Hamelin
O Flautista é um suspense sul-coreano escrito e dirigido por Kwang-tae Kim, inspirado na lenda alemã O Flautista de Hamelin e estrelado por Ryu Seung-ryong, Lee Sung-min, Chun Woo-hee, Lee Joon e Goo Seung-Hyeon. O filme estreia na Coreia do Sul em 9 de julho de 2015 e dura cerca de 107 minutos.
Em 30 de setembro de 2026, o filme tem nota 6,4 no IMDb, com 2.243 avaliações. A nota do público fica na faixa intermediária; a crítica especializada elogia com frequência a atmosfera, as atuações e o final sombrio, embora alguns críticos achem a preparação inicial longa demais.
Pai e filho procuram Seul por uma trilha na montanha
Depois do armistício da Guerra da Coreia, Woo-ryong, um flautista manco, caminha até Seul com o filho Yeong-nam, que sofre de tuberculose. Ele acredita que um bilhete em inglês traz os dados de um médico americano capaz de tratar Yeong-nam, mas não sabe que o bilhete só contém um insulto contra ele.
Pai e filho descobrem uma trilha escondida na mata e, seguindo a fumaça e o cheiro de comida, chegam a uma vila remota. No início, os moradores os cercam com desconfiança, então Woo-ryong toca flauta, conta piadas e mostra os remédios que carrega, na esperança de ganhar uma refeição e um lugar para passar a noite.

O chefe da vila acolhe os forasteiros
O chefe da vila acaba permitindo que pai e filho fiquem, mas exige que Woo-ryong não conte aos moradores que a guerra terminou. As roupas e o modo de vida da vila estão atrasados em relação ao mundo exterior, e os moradores também não sabem o que os espera fora do vale. Woo-ryong não faz perguntas, passa a consertar telhados e tratar pequenas doenças e logo conquista a simpatia de muita gente.

Nam-soo, filho do chefe da vila, desconfia dos forasteiros o tempo todo. Woo-ryong também percebe que a vila está cheia de ratos que não têm medo de gente, e que armadilhas comuns e veneno não controlam a praga.
O passado escondido da vila
Mais tarde, o chefe da vila conta o passado do lugar: durante a guerra, os moradores originais deixaram numa caverna os doentes e a velha bruxa. Quando voltaram, as pessoas da caverna estavam mortas, e os corpos atraíram uma enorme quantidade de ratos. Depois que os moradores retomaram a vila, os ratos entraram nas casas, e a praga continuou desde então.
O chefe da vila também esconde a notícia do fim da guerra, para que os moradores não voltem às suas antigas casas nem partam para a cidade, o que mantém o poder dele na vila fechada. Ele ainda obriga Mi-sook, que perdeu o marido e o filho, a ser a nova xamã, para que os moradores acreditem que a vila continua precisando das ordens e da proteção dele.

Woo-ryong fecha o acordo contra os ratos
Woo-ryong se oferece para acabar com a praga e pede como pagamento o preço de uma vaca, dinheiro que cobriria o tratamento de Yeong-nam em Seul. O chefe da vila aceita o acordo. Woo-ryong espalha pela vila um pó que guia os ratos e acende uma fumaça espessa, de acordo com a direção do vento; Mi-sook, por ordem do chefe da vila, realiza um ritual de purificação.

Os ratos saem em massa das casas e entram na caverna pelo caminho que Woo-ryong preparou. Woo-ryong e os moradores selam a entrada, e a vila finalmente se livra da praga. Os moradores começam a comemorar e a perguntar sobre a vida lá fora, enquanto Woo-ryong se prepara para seguir com Yeong-nam até Seul assim que receber o pagamento.
Mi-sook e o plano de deixar a vila
Mi-sook se aproxima aos poucos de pai e filho. Ela cuida da perna machucada de Woo-ryong, e Yeong-nam também aceita se apoiar nela. Woo-ryong convida Mi-sook para ir a Seul, e os três pensam em formar uma nova família.


Ao saber do plano, o chefe da vila avisa Mi-sook de que ela não pode partir. Nam-soo também passa a odiar ainda mais Woo-ryong, porque ele eliminou os ratos, ganhou o apoio dos moradores e se aproximou de Mi-sook. Pai e filho de Nam-soo decidem não pagar o valor combinado e impedir que Woo-ryong e Yeong-nam levem ao mundo exterior a localização da vila e a notícia do fim da guerra.
O chefe da vila e o filho armam uma acusação
O chefe da vila primeiro faz os moradores acreditarem que os ratos não sumiram de verdade e usa um gato morto como prova de que a praga continua. Ele pega o bilhete em inglês que Woo-ryong carregava, afirma falsamente que é material de espionagem e acusa Woo-ryong de ser um espião comunista que trouxe os ratos para a vila. Os moradores, que não sabem ler inglês, aceitam a versão dele.


Quando Woo-ryong exige que o chefe da vila cumpra a promessa, Nam-soo corta dois dedos dele com uma faca. As pessoas que antes eram próximas de Woo-ryong passam a acusar pai e filho, e Mi-sook, sob pressão, também se alinha aos moradores. Woo-ryong fica sem o pagamento e, ferido, é expulso da vila.
Dedos cortados, profecia e bolinhos envenenados
Mi-sook volta depois para o meio da multidão em estado de transe e repete a profecia deixada pela velha bruxa: dias sem sol, noites sem lua, os forasteiros trarão a morte aos moradores, e o destino das crianças também é incerto. No meio da confusão, ela é ferida na barriga e acaba caindo.

Para calar Woo-ryong, o chefe da vila põe dois bolinhos de arroz envenenados na bagagem dele. Depois que pai e filho saem da vila, Woo-ryong, ferido, para para descansar; Yeong-nam, porém, volta escondido à vila e recupera a flauta que o pai deixou para trás. Quando volta para perto do pai, Yeong-nam come um dos bolinhos e morre envenenado.

Woo-ryong leva os ratos de volta à vila
Woo-ryong crema o corpo de Yeong-nam, passa o sangue no rosto e usa os dedos cortados como isca. Ele reabre a entrada selada da caverna e, com o mesmo pó, a fumaça e o som da flauta, leva os ratos famintos de volta à vila.

Os ratos invadem as casas e atacam os adultos da vila. O chefe da vila e Nam-soo também não escapam, e os moradores que participaram da armação e da expulsão de pai e filho morrem um após o outro. A fumaça espessa cobre o céu, e o dia sem sol e sem lua anunciado por Mi-sook chega.
O final
No dia seguinte, só restam crianças na vila. Woo-ryong volta a tocar a flauta, e as crianças o seguem para fora da vila, rumo à caverna onde os ratos haviam sido presos. Depois que todas as crianças entram, Woo-ryong tapa a entrada e as deixa trancadas ali, junto com os ratos que ele fez voltar para a caverna.

O filme não mostra o que acontece dentro da caverna. Do lado de fora, Woo-ryong se vira e encara a frente, e a história termina no momento em que as crianças ficam presas na escuridão: a vingança provocada pela quebra da promessa do chefe da vila se estende dos adultos para a geração seguinte.