Sorria
Quando alguém sorri para você, o pesadelo começa: a história completa de Sorria, sobre uma psiquiatra que, depois de presenciar o suicídio de uma paciente, é perseguida por uma maldição marcada por sorrisos e precisa encontrar um jeito de quebrá-la em sete dias, ou será a próxima vítima
Título
Sorria
Smile
Também conhecido como: Sorri (Portugal)
Ano / Duração
2022 · 115 minutos
Gênero
Terror / Mistério / Suspense
Direção
Parker Finn
Roteiro
Parker Finn
Avaliação
Elenco
Sosie Bacon, Kyle Gallner, Jessie T. Usher, Robin Weigert, Caitlin Stasey
Obra original
Baseado no curta-metragem de 2020 do próprio diretor, Laura Hasn't Slept
A doutora Rose Cotter (Sosie Bacon) é psiquiatra de pronto-socorro e passa os dias atendendo pacientes em todo tipo de crise mental. Ela é dedicada, até demais, e isso tem a ver com um trauma de infância. Aos dez anos, Rose presencia a morte da mãe por overdose, mas o medo a impede de pedir ajuda. Essa culpa se torna o pano de fundo da vida dela e também o motivo pelo qual escolhe essa profissão.

O sorriso de Laura
Nesse dia, Laura Weaver (Caitlin Stasey), uma doutoranda, dá entrada no pronto-socorro. Ela está emocionalmente descontrolada e afirma que algo invisível a persegue. A criatura se disfarça de pessoas que ela conhece, mas toda vez que aparece tem a mesma característica: um sorriso perturbador e nada natural.
Laura diz: “Não é alucinação. É real. Ninguém acredita em mim.”
Quando Rose tenta acalmá-la, Laura para de chorar de repente. A expressão dela muda. Os cantos da boca sobem devagar e formam um sorriso arrepiante: não o de uma pessoa normal, mas um sorriso vazio, mecânico, como se algo a controlasse.
Então Laura pega um caco de porcelana e corta a própria garganta diante de Rose.
Do começo ao fim, ela não para de sorrir.
A maldição chega

Depois da morte de Laura, o mundo de Rose começa a desmoronar.
No início são pequenas anomalias: no corredor do hospital, ela vê um desconhecido que sorri de um jeito estranho para ela; em casa, ouve sons que não deveriam existir; o gato dela morre de repente, e ela não sabe se o matou ou se foi tudo uma alucinação.
Em seguida tudo piora depressa. Ela começa a ver a falecida Laura em lugares impossíveis (de pé num canto do hospital, sentada no sofá, colada na janela do carro), sempre com aquele sorriso. Rose não consegue mais distinguir o que é real do que não é. Ela fica ansiosa, insone, paranoica.
O noivo dela, Trevor (Jessie T. Usher), acha que ela precisa descansar. A terapeuta atribui tudo a estresse pós-traumático. Os colegas acham que ela perdeu a razão. Ninguém acredita que o que ela vê seja real.
Rose começa a investigar o passado de Laura e descobre que, dias antes de se matar, Laura tinha presenciado o suicídio de outra pessoa, que também sorria da mesma forma antes de morrer.
A cadeia de mortes

Rose procura o ex-namorado, Joel (Kyle Gallner), hoje policial, e pede ajuda na investigação. Seguindo as pistas, os dois remontam uma cadeia de mortes de arrepiar: cada suicida tinha presenciado antes o suicídio de outra pessoa, e cada um deles sorria pouco antes de morrer. A cadeia vem de muito tempo atrás.
O padrão é claro: quem vê o “sorriso” morre cerca de uma semana depois. A forma de morrer varia (alguns se jogam de prédios, outros ateiam fogo em si mesmos, outros usam uma faca), mas todos têm algo em comum: morrem diante de outra pessoa e sorriem antes de morrer.
Não são suicídios. É uma entidade que usa as pessoas como hospedeiras e se alimenta, se reproduz e se espalha por meio do trauma e do medo de quem presencia. Cada vez que mata um hospedeiro, ela garante que haja alguém ali para “presenciar” tudo, e assim salta para a próxima vítima.
Rose percebe que ela é a próxima.
Robert Talley
Ao remontar a cadeia, Rose descobre um elo quebrado: um homem chamado Robert Talley não se matou, e sim matou outra pessoa. Agora ele cumpre pena em um hospital psiquiátrico.
Rose visita Talley (Rob Morgan) na prisão. Ele revela a verdade: a única forma de quebrar a maldição é matar outra pessoa sem que mais ninguém esteja presente. Assim, a maldição não consegue passar para uma nova testemunha e a cadeia se rompe. Foi isso que Talley fez: matou um morador de rua num lugar deserto, e a maldição o deixou.
Mas o preço é se tornar um assassino.

A última escolha
O estado mental de Rose piora rapidamente. Ela desmorona em público na festa de aniversário da irmã, onde tem visões aterrorizantes. Trevor a deixa. Ela perde o emprego. Todos a abandonam.
Rose toma uma decisão: ela não quer matar ninguém e vai enfrentar a coisa sozinha. Ela dirige sozinha até a velha casa da infância, onde a mãe morreu, pronta para encarar o medo mais profundo e tentar vencer a maldição pela força de vontade.
Na casa abandonada, a entidade da maldição mostra a verdadeira forma. Primeiro se disfarça de mãe de Rose, depois de Laura, e por fim se torna um monstro semi-humano, sem pele. Rose luta contra ela e parece arremessar um lampião de querosene, incendiando a criatura.
Mas tudo isso é uma alucinação.

Rose acha que conseguiu, que escapou da velha casa. Mas quando “volta” à realidade e vê Joel de pé diante dela, percebe que nunca saiu daquele cômodo. A entidade assumiu o controle total da mente dela e a fez acreditar que venceu, quando na verdade só a prendeu numa falsa ilusão de “vitória”.
A entidade sai rastejando da boca de Rose e rasga o rosto dela. Rose cai no chão e ateia fogo em si mesma.
Joel entra correndo na casa e vê com os próprios olhos Rose morrer nas chamas, sorrindo.
A maldição passa para Joel. A cadeia não se quebrou.