Parallel Forest
Uma mãe que perdeu o filho entra por engano em espaços paralelos que não param de se bifurcar: o relato completo de Parallel Forest, do tiroteio na floresta, do retorno ao mundo errado e do teste da corda até a explosão na entrada da floresta
Título
Parallel Forest
Ano / Duração
2019 · 102 minutos
Gênero
Ficção científica / Mistério
Direção
Lei Zheng
Roteiro
Lei Zheng
Avaliação
Elenco
Xiaoran Tang (como Du Yan), Xiaodong Zhao (como Bai Ling), Weisen Liu (como o irmão de Du Yan)
Parallel Forest é uma ficção científica de suspense da China continental, escrita e dirigida por Lei Zheng, com Xiaoran Tang, Xiaodong Zhao e Weisen Liu no elenco. O filme se passa quase todo em um hotel de campo no inverno, no meio da floresta, e na mata do outro lado do lago. Tem 102 minutos de duração; foi concluído em 2019 e estreou nos cinemas da China continental em 15 de outubro de 2021.
Até 29 de setembro de 2026, o filme tem nota 6,9 no IMDb, com apenas 58 avaliações. Com uma amostra tão pequena, a nota ainda diz pouco sobre a recepção geral.
O hotel na floresta depois do acidente
O filme abre com os sons de uma emergência médica: luzes no teto passam sobre o campo de visão enquanto a cena se move, uma criança chama a mãe sem parar e os sons do monitor cardíaco e do desfibrilador se alternam. A imagem então passa ao hotel na floresta, onde Du Yan acorda na cama. Ela mora ali com o marido, Bai Ling, e com o irmão, cuidando de um resort que vai mal nos negócios, mas o filho, Tongtong, já morreu em um acidente de carro. Du Yan não consegue superar a dor da perda, e o casal também se afasta por causa da culpa pelo acidente e da possibilidade de vender o hotel.

Perto dali, na mata, há uma área de testes fechada, deixada por estrangeiros. Depois que a tempestade da noite anterior atinge o local, Du Yan decide ir ver o que aconteceu. Ela leva binóculos, um rádio e uma espingarda, atravessa o lago sozinha de barco e entra na floresta que leva à área de testes.

Outra Du Yan na floresta
Antes de chegar à área de testes, Du Yan vê na floresta uma mulher com o mesmo rosto e as mesmas roupas que ela. A outra atira primeiro, e a bala atravessa o casaco de Du Yan; ela revida, e a mulher ferida foge pelas árvores. Du Yan não consegue alcançá-la e volta ao hotel cheia de perguntas.

Naquela noite, nem Bai Ling nem o irmão conseguem acreditar que ela encontrou outra versão de si mesma. No dia seguinte, Du Yan atravessa o lago de novo e sobe a montanha. Ela marca as árvores pelo caminho, mas percebe que, por mais que avance, sempre volta às proximidades da mesma placa abandonada. Quando finalmente sai da floresta, o lugar onde deixou o barco e as marcas do trajeto mudaram.
De volta a uma casa que não é a sua
Du Yan volta a um hotel que parece idêntico. Bai Ling ainda a reconhece, e a disposição da casa também não mudou de forma evidente. Mas os detalhes da conversa deixam aos poucos de bater: neste mundo, quem dirigia na hora do acidente era Bai Ling, e não Du Yan; e o irmão tem no rosto uma cicatriz que ela nunca tinha visto. Du Yan conclui que, ao atravessar a floresta, entrou em outra realidade.

Ela volta logo à floresta, querendo usar as marcas que deixou para achar o caminho de volta. Mas os cortes nos troncos e as tiras de pano aparecem e somem, sinal de que as matas parecidas não pertencem ao mesmo espaço. Du Yan testa saídas diferentes, indo e vindo, e a casa original fica cada vez mais difícil de localizar.

O Bai Ling doutor e o teste da corda
Na floresta, Du Yan encontra outro Bai Ling. Ele diz que tem doutorado e que já atravessou mais de vinte espaços; a esposa e o filho dele morreram em acidente de carro, e ele não usa a aliança que os outros Bai Ling usam. Pelo que viveu nessas travessias, ele supõe que cada espaço tem apenas pequenas diferenças e que entrar e sair repetidamente afasta a pessoa cada vez mais do seu mundo de origem.

Os dois combinam fixar o trajeto com uma corda: Du Yan fica de guarda num ponto da floresta e Bai Ling atravessa sozinho a saída para explorar. Para pegar a corda, eles entram primeiro no porão de um hotel, mas encontram o irmão com uma expressão estranha e precisam sair depressa. De volta à floresta, na primeira tentativa Bai Ling ainda volta como combinado; depois de partir pela segunda vez, ele não aparece mais. Com frio e fome, Du Yan não tem escolha senão sair da floresta sozinha, seguindo o trajeto.
A casa original a trata como invasora
Desta vez, Du Yan volta ao lado do Bai Ling e do irmão que conhece e acha que enfim reencontrou o seu mundo. Os dois, porém, ficam apavorados ao vê-la e, quando ela se distrai, a nocauteiam e a amarram a uma cadeira no porão. Naquele mesmo dia, outra Du Yan já tinha invadido o hotel armada, tentando matá-los; Bai Ling empurrou a atacante escada abaixo, e o irmão já afundou o corpo no lago.

Du Yan explica que a floresta liga espaços paralelos, mas não consegue provar que é a mesma Du Yan que os dois conhecem. O irmão defende eliminar a nova ameaça, enquanto Bai Ling hesita em agir. No fim, os dois a soltam, mas exigem que ela deixe este mundo e nunca mais volte ao hotel. Du Yan não tem opção a não ser entrar de novo na floresta.

O cadáver e o plano de substituição
Du Yan passa a noite na floresta e, ao acordar, encontra o cadáver de um Bai Ling. Ela atravessa a saída até um hotel próximo e finalmente reencontra o Bai Ling doutor. Ele admite que o corpo é do Bai Ling original deste espaço; ele o matou e tomou o seu lugar, e pretende ficar ali para recomeçar a vida.

O Bai Ling doutor diz a Du Yan que continuar procurando o espaço original só vai criar mais bifurcações. Se quiser parar de vagar, ela também pode entrar em um mundo adequado, eliminar a outra Du Yan que vive lá e depois destruir a entrada da floresta com dinamite. Du Yan não aceita o plano, mas agora não existe nenhum caminho que ela possa ter certeza de que leva ao seu mundo.
O mundo em que Tongtong está vivo
Du Yan entra em um novo espaço e, na orla da floresta, encontra outra versão de si mesma. Ela rende a outra com a arma e descobre, pelas palavras dela, que neste mundo Tongtong está vivo. A outra Du Yan tenta reagir e a imagem corta; depois, Du Yan fica sozinha na floresta, dispara a última bala da arma e a joga fora, e a outra mulher não aparece mais.

Du Yan volta ao hotel e adormece na sala de projeção, assistindo a O Iluminado. Quando acorda, o Bai Ling à sua frente está mais calmo do que as versões anteriores e também fala em vender o hotel. Du Yan chega a pensar em ir embora sem a dinamite, mas, ao entrar de novo na floresta, lembra que as travessias contínuas trazem cada vez mais invasores e dá meia-volta.

O hotel a que ela chega traz novas diferenças: o irmão está jogando golfe, o barqueiro que deveria ter perdido um braço está com os dois braços inteiros e o telefone da casa já foi consertado. O irmão diz que Tongtong está na casa da avó. Quando a ligação completa, Du Yan ouve a voz do menino e confirma que, neste espaço, o filho continua vivo.

O final
Du Yan decide ficar neste mundo. Ela pega a dinamite no porão e volta à entrada da área de testes, cercada por arame farpado. Algumas das placas que ficavam na cerca desapareceram, e por isso ela não sabe dizer se este é o mesmo ponto pelo qual passou antes.

Du Yan posiciona a dinamite na floresta e a detona, tentando cortar a passagem entre este espaço e os outros mundos. Com a tela escura, o som da explosão vai se transformando no bipe do monitor cardíaco, reconectando-se aos sons do hospital do início do filme. O filme não mostra se a Du Yan da cena de emergência acorda, nem esclarece se a entrada da floresta foi mesmo destruída; a história termina com esses sons.