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A Face Obscura do Crime

Um detento usa seis assassinatos que passaram despercebidos para medir forças com um detetive: um resumo completo de como, em A Face Obscura do Crime, Kim Hyung-min verifica as confissões de Kang Tae-oh, identifica as vítimas e leva o caso até a condenação

Título

A Face Obscura do Crime

암수살인

Ano / Duração

2018 · 110 minutos

Gênero

Drama / Suspense / Crime

Direção

Kim Tae-gyun

Roteiro

Kwak Kyung-taek / Kim Tae-gyun

Avaliação

Elenco

Kim Yoon-seok (como Kim Hyung-min), Ju Ji-hoon (como Kang Tae-oh), Jin Seon-kyu (como o detetive Jo), Moon Jeong-Hee (como Kim Soo-min), Lee Bong-ryun (como Kang Sook-ja), Bae Hae-sun (como Park Mi-young)

A Face Obscura do Crime
Um homem de terno cinza olha para a frente em um ambiente interno iluminado Um homem de terno cinza caminha ao lado de outro com uniforme azul de presidiário, seguidos por um policial Um homem de azul e óculos de armação preta senta-se diante de outro de terno escuro, do outro lado de uma mesa Um homem de cabelo curto com uniforme azul de presidiário está sentado ao lado de uma janela iluminada Vários homens e policiais olham para uma cova na encosta de uma montanha Uma mulher de cabelo preso está de pé na rua ao lado de vários homens
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

A Face Obscura do Crime (암수살인, Dark Figure of Crime) é um drama policial sul-coreano dirigido por Kim Tae-gyun e escrito por Kwak Kyung-taek e Kim Tae-gyun, baseado em um caso real ocorrido em Busan. Kim Yoon-seok interpreta o detetive Kim Hyung-min; Ju Ji-hoon vive Kang Tae-oh, que continua confessando assassinatos ocultos enquanto cumpre pena; e Jin Seon-kyu, Moon Jeong-Hee, Lee Bong-ryun e Bae Hae-sun interpretam, respectivamente, o detetive Jo, a promotora Kim Soo-min, Kang Sook-ja e Park Mi-young. O filme estreia na Coreia do Sul em 3 de outubro de 2018 e tem 110 minutos de duração.

Em 27 de setembro de 2026, o filme tem nota 6,7 no IMDb, com base em 2.870 votos. Das 5 críticas profissionais reunidas pelo Rotten Tomatoes, 80% são positivas, e a aprovação do público é de 72%; porém, esta última se baseia em menos de 50 avaliações, então as duas porcentagens vêm de amostras pequenas.

Prisão no restaurante e ligação da cadeia

O detetive de narcóticos Kim Hyung-min conhece Kang Tae-oh por meio de um informante. Em um restaurante, Kang Tae-oh afirma que, anos antes, foi contratado para matar alguém e que também sabe onde o corpo está enterrado. Antes de a conversa terminar, policiais da divisão de crimes graves entram de repente e o prendem, sob suspeita de ter matado a ex-namorada. Kang Tae-oh confessa em seguida e é condenado à prisão, e Kim Hyung-min acredita que aquele contato chegou ao fim.

Meses depois, Kang Tae-oh liga da cadeia e afirma que, além do crime pelo qual cumpre pena, matou outras seis pessoas. Não há queixas sobre essas vítimas, e algumas nem foram identificadas, de modo que até então nenhuma investigação formal de homicídio foi aberta. Kang Tae-oh só aceita passar informações a Kim Hyung-min e exige que ele compre itens de que precisa na prisão, deposite dinheiro para suas despesas e depois procure as provas por conta própria, seguindo as pistas.

Um homem de terno cinza olha para a frente em um ambiente interno iluminado

Kim Hyung-min não aceita a confissão como fato sem verificá-la. Primeiro, ele revisa o caso pelo qual Kang Tae-oh cumpre pena e, no local indicado por ele, encontra provas materiais verdadeiras que a polícia desconhecia. As descobertas também revelam que os policiais responsáveis pela investigação original forjaram provas. Kim Hyung-min diz a verdade no tribunal, os policiais envolvidos são investigados e a pena de Kang Tae-oh é reduzida. Só depois de ver que o acordo funciona, Kang Tae-oh entrega as pistas dos outros casos.

Um homem de terno cinza caminha ao lado de outro com uniforme azul de presidiário, seguidos por um policial

Os seis assassinatos viram moeda de troca

Kang Tae-oh anota os seis assassinatos em uma lista, mas deixa de propósito incompletos os dados sobre datas, locais e pessoas. Enquanto afirma que só ele sabe onde estão os corpos, muda os detalhes várias vezes, o que obriga Kim Hyung-min a separar sozinho a verdade da mentira nas confissões. A maioria dos encontros acontece na sala de visitas da prisão: Kim Hyung-min leva mapas, fotos e registros para interrogá-lo ponto a ponto, enquanto Kang Tae-oh aproveita cada avanço para continuar exigindo objetos e atenção.

Um homem de azul e óculos de armação preta senta-se diante de outro de terno escuro, do outro lado de uma mesa

Os colegas de Kim Hyung-min acreditam que Kang Tae-oh usa as novas confissões para abalar a sentença original e fazer o tribunal desconfiar ainda mais do caso pelo qual ele cumpre pena. A promotora também o avisa de que, sem cadáveres, registros de desaparecimento nem provas materiais independentes, as declarações mutáveis de um preso não bastam para apresentar uma denúncia. Kim Hyung-min continua verificando, porque nelas já aparecem locais e detalhes que só o autor dos crimes poderia conhecer.

Um homem de cabelo curto com uniforme azul de presidiário está sentado ao lado de uma janela iluminada

O desaparecimento de Oh Ji-hee deixa restos sem identificação

Kim Hyung-min investiga primeiro Oh Ji-hee. Ela praticava natação e depois começou a trabalhar em uma boate para sustentar a avó, que vivia no interior. Kang Tae-oh declara que, quando trabalhava como taxista, levou-a para fora da cidade e a matou. Kim Hyung-min visita os lugares onde Oh Ji-hee viveu e também encontra a avó dela, mas os antigos registros do desaparecimento e as descrições fragmentadas de Kang Tae-oh ainda não bastam para esclarecer todo o caso.

Seguindo as novas pistas, a polícia escava uma área de montanha e finalmente encontra restos humanos. A descoberta mostra que nem toda a confissão de Kang Tae-oh é inventada, mas não resolve diretamente o caso de Oh Ji-hee: os exames de DNA indicam que os restos não são dela, e a identidade da vítima continua desconhecida. Kim Hyung-min não pode devolver os restos à família de Oh Ji-hee nem usá-los para provar que Kang Tae-oh a matou.

Vários homens e policiais olham para uma cova na encosta de uma montanha

Quando Kim Hyung-min se prepara para formalizar os resultados da investigação em um depoimento, Kang Tae-oh volta atrás de repente. Ele afirma que Kim Hyung-min o subornou e o obrigou a fazer uma confissão falsa, e transforma o fato de ter aceitado objetos em uma acusação contra o detetive. Como a identidade dos restos não confere e a confissão foi retirada, a promotora considera a cadeia de provas insuficiente, e a primeira tentativa de apresentar novas acusações não prospera.

Uma mulher de cabelo preso está de pé na rua ao lado de vários homens

O antigo caso do pai e a segunda vítima

Depois da retratação, Kim Hyung-min reorganiza as seis confissões e descarta as partes que se sobrepõem ou não podem ser verificadas. Ele consulta seu colega mais experiente Song Kyung-soo, que considera que o principal objetivo de Kang Tae-oh é criar a impressão de que a sentença original também pode estar errada para, enfim, sair da prisão. Essa interpretação explica por que Kang Tae-oh oferece pistas verdadeiras, mas sempre muda sua versão justamente quando as provas estão prestes a fechar o caso.

Um homem de camisa branca aponta com um marcador para um quadro branco cheio de escrita em coreano

Depois, Kim Hyung-min encontra Kang Sook-ja, a segunda irmã mais velha de Kang Tae-oh. Ela conta que Kang Tae-oh matou o pai na adolescência e que, na época, ela o ajudou a encobrir o que aconteceu. A polícia não pode mais processá-lo por esse caso antigo, mas o depoimento da família confirma para Kim Hyung-min que pode haver mortes ainda não descobertas fora da lista.

Kim Hyung-min concentra as pistas que ainda podem ser investigadas em um homem de sobrenome Hwang. Kang Tae-oh declara que o matou empurrando-o escada abaixo. Kim Hyung-min e seu novo parceiro, o detetive Jo, revisam arquivos antigos, encontram um caso não resolvido que coincide com as circunstâncias e continuam investigando o local e as pessoas envolvidas.

Um homem de chapéu está sentado a uma mesa ao ar livre à noite, com um carro atrás

O caso do homem de sobrenome Hwang também não leva a uma condenação

Kim Hyung-min e o detetive Jo levam o caso do homem de sobrenome Hwang a julgamento, mas só conseguem reunir provas circunstanciais. Kang Tae-oh nega a confissão e o caso não tem provas materiais que o apontem de forma independente, então o tribunal acaba não considerando comprovada a acusação de homicídio. Depois de dois reveses seguidos, Kim Hyung-min é rebaixado e o detetive Jo é transferido de volta para a divisão de narcóticos, o que elimina as condições que permitiam aos dois investigar juntos os assassinatos não registrados.

Dois homens estão sentados em uma encosta com árvores; um deles segura uma folha branca

O departamento de investigação começa a duvidar do julgamento de Kim Hyung-min, e a promotora também se preocupa com a possibilidade de Kang Tae-oh já tê-lo manipulado. Kim Hyung-min deixa de tentar provar que toda a lista é verdadeira e volta aos restos sem identificação que já apareceram: se conseguir primeiro saber quem é a vítima, poderá construir provas a partir de suas relações e registros pessoais, sem depender de quem voltou atrás.

Vários policiais à paisana e uniformizados estão diante de uma fita de isolamento na rua

Um DIU confirma a identidade de Park Mi-young

Enquanto arruma sua mesa, Kim Hyung-min volta a olhar as fotos dos restos e percebe que há um dispositivo intrauterino entre eles. Pelo dispositivo e pelos registros médicos, ele reduz o campo de busca e finalmente identifica a vítima desconhecida como a desaparecida Park Mi-young. A investigação revela que Park Mi-young chegou à cidade com o filho pequeno e teve um relacionamento com Kang Tae-oh; à medida que o menino crescia, ela passou a pensar que uma vida de brigas constantes o prejudicaria e se preparava para terminar a relação.

A identidade de Park Mi-young dá, pela primeira vez, uma direção clara às pistas dispersas. Kim Hyung-min encontra o filho dela, agora adolescente. Até então, o rapaz achava que a mãe tinha ido embora com outro homem; agora descobre que ela foi assassinada e também confirma que Kang Tae-oh fez parte da vida dela. Com essa informação, Kim Hyung-min volta a impulsionar o caso pela via judicial.

Um homem com uniforme bege de presidiário e outro de terno escuro examinam documentos sobre uma mesa

O final

A identidade de Park Mi-young, sua relação com Kang Tae-oh, os restos e o depoimento do filho completam, em conjunto, a cadeia de provas. Quando o caso volta a julgamento, o tribunal determina que Kang Tae-oh matou Park Mi-young e muda sua pena para prisão perpétua. Kang Tae-oh pretendia usar confissões que misturavam verdade e mentira para pôr em dúvida a sentença existente, mas, em vez disso, a recuperação da identidade de uma vítima desconhecida faz com que ele permaneça preso por muito tempo.

Kim Hyung-min não considera que a prisão perpétua seja o fim de toda a investigação. Oh Ji-hee continua desaparecida e as demais confissões da lista também não foram totalmente verificadas, então ele segue organizando os arquivos e procurando as vítimas que ainda não foram identificadas. No fim, o filme o devolve a uma investigação inconclusa, em vez de encerrar todos os casos com uma única sentença.

Um homem de terno escuro fala ao telefone em uma calçada à beira-mar

Os créditos finais acrescentam que o detetive do caso real continua procurando as outras vítimas, enquanto o verdadeiro culpado se suicidou na prisão, quando cumpria pena pelo primeiro caso. Os casos confirmados receberam sentença, mas ainda restam confissões, corpos e identidades fora da investigação.