The Runaways: Garotas do Rock
Duas adolescentes saem da sala de ensaio rumo aos palcos do rock: um relato completo da formação da banda, da fama conquistada nas turnês, do desequilíbrio na divulgação, da crise com as drogas, do rompimento no estúdio e do desfecho em que cada uma recomeça sua vida.
Título
The Runaways: Garotas do Rock
The Runaways
Também conhecido como: As Runaways (Portugal)
Ano / Duração
2010 · 106 minutos
Gênero
Drama / Música / Biografia
Direção
Floria Sigismondi
Roteiro
Floria Sigismondi
Avaliação
Elenco
Kristen Stewart (como Joan Jett), Dakota Fanning (como Cherie Currie), Michael Shannon (como Kim Fowley), Stella Maeve (como Sandy West), Scout Taylor-Compton (como Lita Ford)
Obra original
as memórias de Cherie Currie, Neon Angel: A Memoir of a Runaway
The Runaways: Garotas do Rock é um drama biográfico americano escrito e dirigido por Floria Sigismondi, baseado nas memórias de Cherie Currie, vocalista da banda. Kristen Stewart interpreta Joan Jett, Dakota Fanning vive Cherie e Michael Shannon interpreta Kim Fowley, empresário do grupo. O filme estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2010 e chegou aos cinemas dos Estados Unidos em março do mesmo ano, com 106 minutos de duração.
Em 26 de outubro de 2026, o filme tem nota 6,5 no IMDb, com 53.004 avaliações. O Rotten Tomatoes reúne 187 críticas profissionais, com 68% de aprovação; o índice Pipoca do público é de 55%, com base em mais de 50.000 avaliações. No conjunto, os dados indicam uma recepção entre moderada e favorável.
Duas adolescentes perseguem o sonho de viver do rock
Em 1975, Joan Jett quer se tornar guitarrista, mas, durante as aulas, depara-se com o desprezo do professor pelas mulheres que tocam rock. Ela não desiste, continua praticando e decide formar uma banda de rock composta apenas por garotas.

Também em Los Angeles, Cherie Currie, uma adolescente de quinze anos, mora com a irmã gêmea, Marie. Ela idolatra David Bowie, corta o cabelo e pinta um raio no rosto, imitando a capa de Aladdin Sane. Em um show de talentos da escola, Cherie faz dublagem de uma música de Bowie; mesmo com pessoas vaiando e jogando objetos no palco, ela conclui a apresentação e vence.

Kim Fowley procura uma vocalista
Joan conhece o produtor musical Kim Fowley em uma casa noturna e lhe apresenta a ideia de formar uma banda só de mulheres. Kim primeiro a coloca em contato com a baterista Sandy West, e as duas começam a ensaiar juntas. Ele acredita que o grupo ainda precisa de uma vocalista loira capaz de atrair o público, por isso continua procurando candidatas em casas noturnas com Joan e repara em Cherie.

Cherie vai ao local de ensaio ao lado de um trailer para fazer um teste. A música que preparou não combina com o estilo pesado que a banda procura, então Kim e Joan compõem “Cherry Bomb” para ela na mesma hora. Depois de cantar novamente, Cherie entra para o grupo; a guitarrista Lita Ford e a baixista Robin também se juntam a elas, formando assim a banda The Runaways.

Ensaios, turnês e a primeira grande oportunidade
Kim treina as jovens musicistas de maneira agressiva. Ele exige que elas continuem tocando em meio a barulho e provocações e chega a mandar que joguem objetos no local de ensaio, obrigando-as a se acostumar com plateias hostis. As integrantes praticam repetidamente no espaço apertado e, aos poucos, desenvolvem uma apresentação de palco bem coordenada.

Em seguida, a banda sai em turnê. Locais precários, camarins lotados e deslocamentos constantes passam a fazer parte da rotina, enquanto Joan e Cherie se aproximam durante a convivência. Conforme os shows ganham escala, as Runaways assinam contrato com a Mercury Records e gravam um álbum; o plano que antes existia apenas na sala de ensaio rapidamente se transforma em uma turnê profissional.

Sucesso no Japão e desequilíbrio na divulgação
O sucesso do álbum leva a banda ao Japão. As integrantes enfrentam uma agenda intensa de entrevistas e um público entusiasmado; Cherie ocupa o centro do palco, enquanto Joan e as outras musicistas se apresentam atrás dela. Os aplausos mostram que elas já exercem uma influência muito maior do que nos primeiros shows em locais pequenos.

No entanto, a divulgação começa a destacar apenas Cherie. Lita descobre que uma revista publicou muitas fotos sensuais da vocalista, embora Cherie acreditasse que a sessão incluiria a banda inteira. As integrantes discutem por causa disso; ao mesmo tempo, fãs enlouquecidos quebram uma janela e invadem o local, obrigando-as a sair às pressas.

Cherie recebe uma ligação de Marie e descobre que o estado de saúde do pai alcoólatra piorou, mas continua cercada pelas turnês e pelas drogas. O consumo de comprimidos e álcool se torna cada vez mais frequente, até que ela perde a consciência no elevador de um hotel e é levada ao hospital.

Nem a intimidade impede que tudo saia do controle
Joan e Cherie desenvolvem uma relação íntima durante as turnês e também enfrentam juntas os problemas causados por portar substâncias proibidas. Porém, depois que a banda alcança o sucesso, Joan continua priorizando a música e uma carreira duradoura, enquanto Cherie lida com a pressão de ser promovida sozinha, os problemas familiares e a dependência de drogas. Aos poucos, as duas seguem caminhos diferentes.

De volta aos Estados Unidos, Cherie encontra o pai dormindo profundamente na cama e pega os analgésicos dele. Marie presencia a cena. Cherie não consegue superar a dependência adquirida durante as turnês, e o sofrimento dentro de casa tampouco lhe dá a oportunidade de se estabilizar.
Rompimento no estúdio
Durante a gravação do álbum seguinte, Cherie lê em uma revista declarações de Kim que a depreciam e se recusa a continuar cantando. Lita a acusa de tomar para si a atenção que caberia às outras integrantes, mas Cherie ressalta que nunca pediu para ser colocada sozinha no centro da divulgação. Joan tenta defender Cherie, porém a discussão não termina.

Por fim, Cherie deixa o estúdio e sai da banda. Furiosa, Joan arremessa cadeiras e garrafas de bebida contra o vidro da cabine de gravação, e as Runaways também caminham para o fim. Depois disso, Joan continua compondo e se apresentando e começa a formar uma nova banda; Cherie volta para casa, enquanto seus problemas com drogas e álcool seguem piorando.
O final
Oito meses depois, Cherie entra em uma loja para comprar uma bebida alcoólica barata e, em seguida, desmaia ao lado de uma cabine telefônica em um estacionamento vazio. Ela é levada ao hospital, e Marie chega exigindo que a irmã encare a própria situação. Cherie aceita o tratamento e começa a abandonar as drogas e o álcool.

Anos depois, Cherie trabalha em uma loja de alimentos. Ao ouvir Joan cantando “I Love Rock ‘n’ Roll” no rádio, ela liga para a emissora que está entrevistando a guitarrista. Depois de uma breve conversa, as duas se despedem, e Cherie volta a trabalhar no balcão; quando o rádio toca em seguida “Crimson and Clover”, de Joan, ela sorri.
