Face Norte
Quatro alpinistas ficam presos na parede da morte do Eiger: um relato detalhado da partida, da travessia, da retirada sob a nevasca, do resgate na parede e do final de Face Norte
Título
Face Norte
Nordwand
Ano / Duração
2008 · 126 minutos
Gênero
Drama / Histórico / Aventura
Direção
Philipp Stölzl
Roteiro
Chris Silber, Rupert Henning, Johannes Naber, Philipp Stölzl
Avaliação
Elenco
Benno Fürmann (como Toni Kurz), Florian Lukas (como Andi Hinterstoisser), Johanna Wokalek (como Luise Fellner), Simon Schwarz (como Willy Angerer), Georg Friedrich (como Edi Rainer)
Prêmios
59ª edição do Prêmio do Cinema Alemão: Melhor Fotografia e Melhor Som
Face Norte é uma coprodução histórica de aventura entre Alemanha, Áustria e Suíça, dirigida por Philipp Stölzl e lançada em 2008, baseada no acidente de alpinismo ocorrido em 1936 na face norte do Eiger. O filme é estrelado por Benno Fürmann, Florian Lukas, Johanna Wokalek, Simon Schwarz e Georg Friedrich, tem 126 minutos de duração e recebeu os prêmios de Melhor Fotografia e Melhor Som na 59ª edição do Prêmio do Cinema Alemão.
Em 2 de novembro de 2026, o filme tem nota 7,4 no IMDb, com 17.297 avaliações; no Rotten Tomatoes, registra 84% de aprovação da crítica, com base em 56 resenhas, e 82% no Popcornmeter, com mais de 2.500 avaliações. Os indicadores das duas plataformas são altos, e a recepção geral é positiva.
Notícias de alpinismo na redação
Em 1936, a face norte do Eiger ainda é uma das principais paredes não conquistadas dos Alpes. Um jornal de Berlim quer acompanhar a notícia de alpinistas alemães desafiando a face norte, e a jovem funcionária Luise Fellner consegue participar da cobertura por conhecer os montanhistas Toni Kurz e Andi Hinterstoisser. Ela viaja à Suíça com o editor Henry Arau para fotografar e registrar o progresso da escalada.

Toni, Andi e Luise se conhecem desde a infância em Berchtesgaden. Luise e Toni se importam um com o outro, mas não estabelecem claramente um relacionamento. Na época, Toni e Andi servem no exército. Ao saberem da nova tentativa na face norte, os dois pedem licença, mas o superior nega o pedido; então eles deixam o exército e decidem seguir por conta própria para os Alpes Berneses.
De bicicleta até a Parede da Morte
Sem patrocínio, Toni e Andi vão de bicicleta até o sopé do Eiger, montam uma barraca no vale, verificam o equipamento e observam a rota. Luise e Arau, por sua vez, ficam hospedados no hotel em Kleine Scheidegg; jornalistas, turistas e outros espectadores também se reúnem ali para observar a parede do conforto do terraço.


As equipes de alpinistas francesas e italianas consideram o clima e as condições da montanha desfavoráveis e desistem da tentativa. Toni e Andi ainda decidem partir primeiro. Os alpinistas austríacos Willy Angerer e Edi Rainer vêm logo atrás; assim, os quatro avançam por rotas próximas, enquanto os espectadores no vale acompanham continuamente a posição deles com binóculos.

O erro depois da travessia da parede
Toni e Andi avançam rapidamente pela parede e passam pelo local onde alpinistas morreram antes. Andi usa uma corda para completar uma travessia difícil, e os demais também cruzam a rocha com a ajuda da corda fixa. Mais tarde, esse trecho recebe o sobrenome dele e passa a ser chamado de “Travessia Hinterstoisser”.

Depois que os quatro atravessam, Andi recolhe a corda da travessia. Toni teme que eles ainda precisem dela durante a retirada, mas o grupo continua subindo. Em seguida, uma pedra atinge a cabeça de Willy e prejudica seu raciocínio e seus movimentos; mesmo assim, ele insiste em subir, e Edi também não interrompe a escalada de imediato.

Um ferido obriga os quatro a descer
Willy volta a cair e fere a perna; a lesão e a perda de sangue o impedem de continuar escalando normalmente. Toni e Andi desistem de chegar ao cume e, junto com Edi, ajudam Willy a descer. As duas duplas de alpinistas, antes rivais, formam uma única equipe e tentam voltar ao sopé da montanha antes que o tempo piore.

Uma nevasca logo atinge a montanha. Arau, que estava no hotel e pretendia ir embora depois de confirmar que ninguém havia chegado ao cume, decide ficar porque o acidente pode virar notícia. Luise se incomoda com o fato de ele ver o perigo na montanha apenas como uma oportunidade de reportagem e pergunta repetidamente se alguém pode ser enviado para se aproximar dos alpinistas presos.
A travessia sem retorno
Quando os quatro voltam à Travessia Hinterstoisser, finalmente enfrentam as consequências de terem recolhido a corda. A rocha coberta de gelo, o cansaço e a nevasca impedem Andi de completar novamente a travessia. Sem acesso à rota de volta, eles só podem descer diretamente por um ponto mais íngreme e perigoso.

Em seguida, uma avalanche atravessa a parede. Edi e Willy morrem em meio ao caos, enquanto Andi fica suspenso por uma corda para fora do precipício. Toni suporta sozinho o peso das cordas e dos companheiros, e o ponto de ancoragem também está prestes a ceder. Por fim, Andi corta a corda que o prende e cai, impedindo que Toni continue sendo arrastado para o abismo.

O resgate do lado de fora do túnel ferroviário
Toni é o único dos quatro que continua vivo e passa a noite preso em uma pequena saliência rochosa. Luise convence os moradores locais a organizar um resgate. Os socorristas se aproximam dele por uma saída do túnel da ferrovia Jungfrau que dá acesso à face norte, mas a nevasca e o terreno impedem que cheguem ao local onde Toni está na primeira tentativa.

Na segunda tentativa de resgate, Toni precisa descer cerca de 60 metros por conta própria para chegar à saliência onde estão os socorristas. Seu corpo já está gravemente congelado, e ele mal consegue manusear as cordas com as mãos, mas ainda desmonta aos poucos o equipamento, recebe a corda de resgate e começa a descer.

O final
A corda de resgate não é longa o bastante, por isso os socorristas só conseguem unir duas cordas com um nó. Quando Toni desce até ficar muito perto deles, o nó prende no mosquetão de segurança; ele não consegue fazê-lo passar nem retirar o peso do próprio corpo para reajustar o sistema. Os socorristas estão logo abaixo, mas a parede rochosa os separa e eles ainda não conseguem alcançá-lo.

Luise sobe até uma altura próxima à de Toni e tenta fazê-lo resistir, mas ele já não tem força suficiente para superar o nó. Por fim, Toni perde a consciência e morre diante dos socorristas e de Luise. Depois do acidente, Luise deixa a Alemanha e vai para Nova York trabalhar como fotógrafa. No final, o filme explica que, em 1938, uma equipe conjunta germano-austríaca escala com sucesso a face norte do Eiger pela primeira vez, seguindo uma rota que inclui a Travessia Hinterstoisser.