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Me Chame pelo Seu Nome

Um primeiro amor condenado a ser breve num verão italiano: o percurso completo de Elio e Oliver, da aproximação tímida ao amor e à despedida, e o final com a ligação no inverno

Título

Me Chame pelo Seu Nome

Call Me by Your Name

Também conhecido como: Chama-me Pelo Teu Nome (Portugal)

Ano / Duração

2017 · 132 minutos

Gênero

Drama / Romance / LGBTQ+

Direção

Luca Guadagnino

Roteiro

James Ivory

Avaliação

Elenco

Timothée Chalamet (como Elio Perlman), Armie Hammer (como Oliver), Michael Stuhlbarg (como o Sr. Perlman), Amira Casar (como Annella Perlman), Esther Garrel (como Marzia), Victoire Du Bois (como Chiara)

Obra original

o romance homônimo de André Aciman

Me Chame pelo Seu Nome
Quatro pessoas conversam sentadas à mesa, à sombra de uma árvore Um jovem sem camisa está sentado ao piano, e há alguém em pé na sala ao fundo Dois homens sem camisa estão sentados lado a lado à beira de uma piscina ao ar livre Três pessoas e bicicletas estão paradas diante de uma construção no campo Dois homens se beijam ao lado de um gramado Dois homens estão sentados lado a lado junto a uma parede de madeira, e um deles segura o pé do outro
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

Me Chame pelo Seu Nome (Call Me by Your Name) é um drama romântico de 2017 dirigido por Luca Guadagnino, com roteiro de James Ivory e baseado no romance homônimo de André Aciman. Timothée Chalamet interpreta Elio, de 17 anos, e Armie Hammer vive Oliver, o estudante americano de pós-graduação que se hospeda na casa dele; Michael Stuhlbarg, Amira Casar, Esther Garrel e Victoire Du Bois completam o elenco. O filme estreia no Festival de Sundance em 22 de janeiro de 2017 e tem 132 minutos de duração.

Em 20 de setembro de 2026, o filme tem nota 7,8 no IMDb, com 364.762 votos. A avaliação dos usuários fica claramente acima do ponto médio, e a recepção geral é positiva.

Oliver chega ao interior da Itália

No verão de 1983, Elio, de 17 anos, mora com os pais numa casa de campo no norte da Itália. Ele toca piano, faz arranjos de músicas e passa muito tempo lendo e nadando. O pai de Elio é um professor que estuda a cultura greco-romana e, todo ano, convida um jovem acadêmico para passar seis semanas na casa e ajudar a organizar o material de pesquisa. Neste ano, quem chega é Oliver, um estudante americano de pós-graduação de 24 anos.

Quatro pessoas conversam sentadas à mesa, à sombra de uma árvore

Oliver fica no quarto que era de Elio e parece confiante e descontraído no jeito de falar e agir. No início, Elio o acha arrogante. Os dois moram na mesma casa, mas mantêm distância, com conversas curtas e muita observação mútua. Aos poucos, Oliver se integra à vida da casa: discute artigos com o professor e também ouve Elio tocar piano.

Um jovem sem camisa está sentado ao piano, e há alguém em pé na sala ao fundo

A aproximação escondida na rotina

Elio e Oliver começam a andar de bicicleta até a cidade, a nadar juntos e a acompanhar o professor em atividades de arqueologia. Durante um jogo de vôlei, Oliver toca de leve o ombro e as costas de Elio, mas Elio se afasta, nervoso. Depois, Elio vê Oliver beijando Chiara, e o ciúme o leva a reconhecer aos poucos a atração que sente por Oliver.

Dois homens sem camisa estão sentados lado a lado à beira de uma piscina ao ar livre

Nenhum dos dois diz o que sente de forma direta. Às vezes Elio se mostra frio de propósito e sonda Oliver falando de música e literatura; Oliver também observa as reações dele. Sair juntos torna a convivência cada vez mais natural, mas os dois temem que cruzar o limite destrua a vida que têm agora.

Três pessoas e bicicletas estão paradas diante de uma construção no campo

A confissão e o primeiro beijo

Num passeio de bicicleta até a cidade, Elio fala de modo indireto, perto do monumento aos mortos da guerra, sobre o quanto Oliver importa para ele. Oliver entende o que Elio quer dizer, mas o avisa de que não deve continuar falando daquilo. Na volta, os dois param num gramado longe das pessoas; Elio se aproxima e Oliver retribui o beijo.

Dois homens se beijam ao lado de um gramado

Em seguida, Oliver se contém e acha que os dois devem manter distância. Nos dias seguintes, quase não conversam a sós. Elio não sabe se Oliver se arrependeu e só pode esperar que ele responda de novo.

O encontro à meia-noite muda a relação

Enquanto está afastado de Oliver, Elio continua se encontrando com Marzia, amiga de infância, e tem relações sexuais com ela. Mesmo assim, não consegue esquecer Oliver e escreve um bilhete, esperando acabar com o silêncio entre os dois. Oliver responde e pede que Elio o encontre à meia-noite.

Quando chega a hora, Elio entra no quarto de Oliver e os dois têm a primeira relação sexual. Passada a tensão inicial, deixam de esconder o que sentem e confirmam a intimidade trocando de nome. Como o fim da estadia de Oliver se aproxima, os dois só conseguem esconder a relação por baixo da vida cotidiana.

Dois homens estão sentados lado a lado junto a uma parede de madeira, e um deles segura o pé do outro

O pêssego, Marzia e o prazo que se aproxima

Com o aprofundamento da relação, Elio fica confuso por um tempo com os próprios desejos e emoções. Sozinho no quarto do sótão, ele se masturba com um pêssego; Oliver o descobre, primeiro tenta pegar o pêssego e depois para, quando Elio chora. O que Elio realmente teme é que o tempo que resta aos dois seja pouco, e Oliver fica para consolá-lo.

Marzia está há três dias sem notícias de Elio. Ela o procura para perguntar o motivo, e a resposta fria de Elio a magoa. Marzia não consegue uma relação estável, e Elio também precisa encarar a dor que causou a ela enquanto corria atrás de Oliver.

Um homem e uma mulher se olham, encostados numa parede de tijolos

A viagem a Bérgamo e a despedida na estação

Quando Oliver está prestes a voltar para os Estados Unidos, os pais de Elio percebem o sentimento entre os dois e organizam uma viagem a sós para antes da despedida. Elio e Oliver vão a Bérgamo e passam os últimos dias entre trilhas de montanha, cachoeiras e cidades. Por um momento, não precisam esconder a relação da família, mas sabem o tempo todo que vão se separar quando a viagem terminar.

Dois homens caminham ao lado de uma cachoeira na encosta de uma montanha

Dois homens estão sentados nos bancos de um ônibus, olhando um para o outro

Depois da viagem, os dois vão à estação. Oliver embarca no trem de volta, e Elio fica sozinho na plataforma, sem voltar para casa com ele. O breve tempo juntos termina ali, e só depois da despedida Elio já não consegue conter a tristeza.

Dois homens estão em pé, frente a frente, conversando ao lado de um trem verde

De volta para casa, a conversa com o pai

Da estação, Elio liga para a mãe e pede que ela vá buscá-lo. No caminho de volta, ele chora em silêncio dentro do carro. De volta ao campo familiar, Marzia ainda quer ser amiga dele e não insiste em saber o que aconteceu entre ele e Oliver.

Uma mulher dirige um carro, e o jovem ao lado dela se recosta no banco olhando para a frente

O pai percebe que Elio sofre com o fim do romance e diz claramente que sabe da relação dele com Oliver. Ele não censura o filho. Diz que, na juventude, chegou perto de um sentimento parecido, mas nunca teve de fato o que Elio viveu. Aconselha Elio a não apagar a alegria só para se livrar da dor e a deixar essa experiência inteira na vida dele.

Um jovem sentado no sofá olha para alguém em primeiro plano

O final

Meses depois, no Hanucá, o inverno já cobre o campo. Oliver liga para a casa dos Perlman, fala primeiro com os pais de Elio e depois diz a Elio que está noivo e planeja se casar na primavera seguinte. Ele admite que se relaciona com essa mulher, de forma intermitente, há alguns anos, o que mostra que, ao voltar para os Estados Unidos, escolheu outra vida.

Um jovem está em pé diante de um candelabro aceso, dentro de casa

Elio e Oliver voltam a chamar um ao outro pelo nome do outro. Oliver diz que ainda se lembra de tudo o que aconteceu naquele verão, e a ligação termina. Elio se senta diante da lareira e fica um longo tempo olhando o fogo, com uma expressão que oscila entre o sorriso e as lágrimas; atrás dele, os pais e a empregada da casa preparam o jantar da festa. A câmera permanece no rosto de Elio até que os pais o chamam para comer, durante os créditos finais.

Um jovem sentado ao lado de uma lareira acesa olha para fora do quadro