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Os Observadores

Presos em uma floresta, eles precisam ficar toda noite diante de um muro de espelho para serem observados por criaturas desconhecidas: um resumo completo de Os Observadores, da chegada de Mina ao abrigo, dos experimentos do professor e da fuga de barco até a verdadeira identidade de Madeline

Título

Os Observadores

The Watchers

Também conhecido como: The Watchers: Eles Veem Tudo (Portugal)

Ano / Duração

2024 · 102 minutos

Gênero

Mistério / Fantasia / Suspense / Terror

Direção

Ishana Shyamalan

Roteiro

Ishana Shyamalan

Avaliação

Elenco

Dakota Fanning (como Mina / Lucy), Georgina Campbell (como Ciara), Olwen Fouéré (como Madeline), Oliver Finnegan (como Daniel), John Lynch (como o professor Kilmartin)

Obra original

romance The Watchers, de A. M. Shine

Os Observadores
Uma mulher de cabelo comprido, de costas para a câmera, sentada ao lado da gaiola e de frente para a floresta escura Uma mulher loira à frente, com uma mulher de cabelo branco segurando seu braço por trás Quatro pessoas lado a lado em uma sala de concreto iluminada por luz amarela Quatro pessoas sentadas em volta de uma mesa de madeira, com a mulher de cabelo branco falando de frente para elas Uma abertura escura no meio de um terreno coberto de musgo Um homem com ferimentos no rosto e uma jaqueta vermelha, em pé em um ambiente escuro
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

Os Observadores (The Watchers) é um thriller de suspense e fantasia escrito e dirigido por Ishana Shyamalan, baseado no romance homônimo de A. M. Shine, com Dakota Fanning, Georgina Campbell, Olwen Fouéré, Oliver Finnegan e John Lynch no elenco. O filme estreou nos Estados Unidos em 7 de junho de 2024 e tem 102 minutos de duração.

Até 18 de setembro de 2026, o filme tem nota 5,7 no IMDb, com 73.458 votos. No Rotten Tomatoes, tem 32% de aprovação, com base em 184 críticas, e o Popcornmeter do público certificado marca 50%, com mais de 500 avaliações. Nenhuma dessas notas públicas chega a 60%, e a recepção geral é negativa.

A caminho do zoológico, ela se perde em uma floresta sem nome

Mina mora em Galway, na Irlanda, trabalha em uma loja de animais e também pinta. Ela está afastada há muito tempo de Lucy, sua irmã gêmea, e continua sem atender quando a irmã liga. Um dia, o dono da loja pede que ela leve um papagaio dourado chamado Darwin a um zoológico perto de Belfast. Mina sai da cidade de carro e, pelo caminho, entra em uma floresta densa que não aparece em nenhum mapa.

O carro e os aparelhos eletrônicos deixam de funcionar um após o outro dentro da floresta. Mina desce com a gaiola para procurar a saída e, ao olhar para trás, não encontra mais a estrada nem o carro. A noite cai, ela ouve ruídos estranhos entre as árvores e só pode seguir em frente.

Uma mulher de cabelo comprido, de costas para a câmera, sentada ao lado da gaiola e de frente para a floresta escura

Por fim, Mina vê uma construção de concreto embutida no terreno da floresta. Uma mulher de cabelo branco, Madeline, a apressa para entrar antes de anoitecer. Assim que Mina corre para dentro, a porta se fecha, e ela conhece pela primeira vez o abrigo que seus moradores chamam de “galinheiro”.

Uma mulher loira à frente, com uma mulher de cabelo branco segurando seu braço por trás

Quatro pessoas presas diante do muro de espelho

No abrigo também estão Ciara e Daniel. John, marido de Ciara, saiu algum tempo antes e desapareceu, e os três já estão presos ali há bastante tempo. Uma das paredes do prédio é um espelho unidirecional, e as luzes internas se acendem à noite. Madeline exige que todos fiquem diante do espelho na hora marcada para serem observados pelos “Observadores” lá de fora. Quem ficar do lado de fora durante a noite será atacado.

Quatro pessoas lado a lado em uma sala de concreto iluminada por luz amarela

Madeline também determina que a porta não pode ser aberta depois de anoitecer, que ninguém pode dar as costas ao muro de espelho enquanto estiver diante dele e que ninguém pode se aproximar das tocas subterrâneas da floresta. Os Observadores se escondem sob a terra durante o dia, porque temem a luz do sol, e à noite rondam do lado de fora do muro de espelho. Os moradores não conseguem ver através do espelho: só ouvem os ruídos e avaliam o perigo pelas regras que Madeline estabeleceu.

Quatro pessoas sentadas em volta de uma mesa de madeira, com a mulher de cabelo branco falando de frente para elas

Os objetos da toca e o John que aparece na porta

Mina não quer seguir as regras sem questioná-las. De dia, ela e Daniel se aproximam de uma toca e encontram lá dentro objetos deixados por pessoas anteriores, como uma bicicleta e uma filmadora. Os dois quase esbarram em uma criatura escondida sob a terra, mas conseguem levar os objetos de volta ao abrigo. Assim, Mina confirma que a floresta já prendeu muitas outras pessoas.

Uma abertura escura no meio de um terreno coberto de musgo

Naquela mesma noite, John, o desaparecido, surge de repente diante da porta e pede que Ciara o deixe entrar. Ciara quer abrir logo, mas Madeline observa que a pessoa lá fora não mostra as lembranças nem as reações que John deveria ter. No fim, Ciara não abre a porta, e a criatura do lado de fora ataca o prédio de imediato, deixando rachaduras no muro de espelho.

Um homem com ferimentos no rosto e uma jaqueta vermelha, em pé em um ambiente escuro

Humanos imitados e o passado de Mina

Com a chegada do inverno, a falta de comida e o confinamento prolongado deterioram a relação entre os quatro. Em uma noite, Daniel deixa Mina e Madeline trancadas do lado de fora, e as duas são obrigadas a se esconder na floresta. Ali, elas finalmente enxergam a silhueta dos Observadores: criaturas altas e magras, capazes de observar e imitar os moradores do abrigo, embora ainda não consigam reproduzir por completo a forma e os movimentos humanos.

Uma silhueta humanoide alta e magra, curvada, em pé na floresta à noite

Mina e Madeline conseguem voltar ao abrigo. Madeline explica que os Observadores são fadas ou metamorfos muito antigos, de quem os humanos tomaram as asas em uma guerra e que foram trancados sob a floresta. Eles observam os humanos sem parar para que suas imitações fiquem cada vez mais parecidas com pessoas de verdade.

Quatro pessoas de cada lado da sala, em pé, formando um círculo, frente a frente

A situação também obriga Mina a encarar uma lembrança que ela evita há anos. Quando era criança, ela distraiu a mãe, que dirigia. A mãe virou o rosto, houve um acidente e ela morreu, enquanto Lucy sobreviveu. Desde então, Mina se culpa pela morte da mãe e, aos poucos, deixou de ter contato com Lucy.

O laboratório do professor e o jeito de escapar

Enquanto o muro de espelho continua sob ataque, os quatro descobrem dentro do abrigo uma entrada escondida que leva a um laboratório usado pelo professor Kilmartin. Várias TVs e computadores antigos guardam as gravações dele. Nelas, ele conta que foi à floresta para estudar os Observadores e chamava de “País das Maravilhas” tanto o abrigo da superfície quanto as instalações subterrâneas.

Como as máquinas não funcionavam antes de o gerador ser instalado, o professor recrutava todos os dias treze homens pobres e sem família nas cidades vizinhas para trabalhar. No fim de cada jornada, ele os enganava para que ficassem do lado de fora, comendo, enquanto descia, trancava a escotilha e esperava os gritos cessarem. Ele mesmo reconhece que toda a instalação foi construída sobre o sangue de inocentes. Mais tarde, ele também capturou um metamorfo que costumava agir sozinho com a aparência de uma menina ruiva e tentou estudar sua capacidade de imitação.

Duas pessoas de costas para a câmera diante de várias TVs antigas que repetem a gravação do mesmo homem

Na última gravação, no dia 300, o professor admite que já perdeu a humanidade. Ele explica que, na beira da floresta, há um rio e um barco, e que quem tentar fugir deve seguir os pássaros para se orientar. Pede ainda que quem achar a gravação destrua as pesquisas que deixou em sua sala na universidade. Em seguida, anuncia que vai atirar na prisioneira de quem começou a se aproximar e depois tirar a própria vida. A gravação termina aí, e os quatro presos acreditam, naquele momento, que o professor e a criatura capturada estão mortos.

Na tela de um computador antigo, uma janela de vídeo mostra um homem de cabelo comprido e barba

Fora da floresta, seguindo os pássaros

Ao amanhecer, Mina solta Darwin, e os quatro atravessam a floresta seguindo a direção do voo da ave. No caminho, Madeline os leva até uma pedra entalhada com símbolos e explica que ali as fadas foram trancadas. Eles chegam ao rio e encontram o barco que o professor deixou, mas um Observador que imita John os alcança e mata Daniel.

Mina, Ciara e Madeline sobem no barco e se afastam. Os outros Observadores param na margem e não as perseguem mais. As três sobreviventes descem a correnteza até chegar a lugares habitados e deixam a floresta para trás, ao menos por enquanto.

Três mulheres apertadas em um pequeno barco sobre um lago na penumbra, olhando para trás

A pista dos híbridos de fada nos arquivos da universidade

De volta à cidade, Mina vai à sala do professor na universidade, como ele pediu na última gravação. A sala ainda guarda livros, fotografias, desenhos e arquivos de pesquisa. Ali, ela descobre que humanos e fadas nem sempre foram inimigos: no passado, eles também se uniram e tiveram descendentes com os dois sangues. Esses “híbridos” suportam a luz do dia e também podem imitar pessoas que já morreram.

Uma mulher loira em pé em um escritório de madeira cheio de livros e documentos

Os arquivos mostram ainda que a Madeline que Mina conhece tem a mesma aparência da esposa do professor, morta há muito tempo. Com base nisso, e no fato de que o professor capturou um metamorfo capaz de copiar a forma dos mortos, Mina e Ciara supõem que ele quis usar a prisioneira para trazer a esposa de volta. Elas concluem que a Madeline que fugiu da floresta com elas não é uma humana comum, e sim um metamorfo capaz de agir de dia.

Uma mulher loira, de costas para a câmera, olha um grande desenho da floresta na parede

O final

Mina chega à casa de Ciara para contar o que descobriu, mas o metamorfo já dominou a verdadeira Ciara e se aproximou de Mina com a aparência dela. Descoberta, a criatura volta à forma de Madeline e admite que os outros Observadores a rejeitam por conseguir agir sob a luz do sol. Ela também conta que o professor tinha prometido tirá-la da floresta, mas depois tentou matá-la a tiros. Segundo ela, só lhe restou matá-lo. Ela levou as três humanas para fora da floresta e, com isso, também conquistou a própria liberdade.

Dois rostos idênticos de mulher loira, bem próximos um do outro

Madeline ataca Mina. Com base nos arquivos do professor, Mina deduz que Madeline age de dia porque não é um Observador puro, e sim um híbrido com sangue humano e de fada, e que talvez existam outros como ela no mundo. Mina a convence de que ela não precisa continuar matando para esconder sua identidade. Madeline finalmente para de atacar, ganha asas e foge por uma janela quebrada da casa. Ciara continua viva.

Depois de tudo isso, Mina procura Lucy e confessa que, por anos, a evitou por causa da morte da mãe, e as duas voltam a se aproximar. Mina diz a Lucy que acredita que Madeline continua observando as duas por perto. Na rua, uma menina ruiva olha para o lugar onde Mina está, e seu rosto muda por um instante, sugerindo que o metamorfo que escapou da floresta ainda pode se misturar à multidão com outras aparências.

Uma menina ruiva com mochila caminha em meio à multidão de uma rua comercial ao entardecer