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Bird Box

Em um mundo onde abrir os olhos significa morrer, uma mãe e dois filhos descem um rio em busca de sobrevivência: um resumo completo do enredo do filme Bird Box, em que a chegada de criaturas misteriosas faz quem as vê se suicidar na hora, e uma mãe, de olhos vendados, navega por um rio com as duas crianças em busca do último abrigo.

Título

Bird Box

Também conhecido como: Às Cegas (Portugal)

Ano / Duração

2018 · 124 minutos

Gênero

Drama / Ficção científica / Suspense

Direção

Susanne Bier

Roteiro

Eric Heisserer

Avaliação

Elenco

Sandra Bullock, Trevante Rhodes, John Malkovich, Sarah Paulson, Colson Baker

Obra original

Josh Malerman (romance homônimo, 2014)

Bird Box
Cena 1 Cena 2 Cena 3 Cena 4 Cena 5
Aviso de spoilers: O texto a seguir conta a história inteira, as reviravoltas e o final. Você pode pular pelos capítulos até a parte que quer relembrar.

O apocalipse chega

Malorie (Sandra Bullock) é uma pintora grávida, de temperamento frio e independente, que mora com a irmã, Jessica. Um dia, os noticiários começam a relatar uma onda de suicídios em massa pelo mundo: as pessoas enlouquecem de repente na rua e tiram a própria vida das mais variadas formas. Não há nenhum aviso, nenhuma explicação.

Malorie e Jessica vão de carro ao hospital para uma consulta de pré-natal quando o desastre atinge a cidade. Jessica vê de repente “alguma coisa”, gira o volante com violência no meio do trânsito, e o carro capota. Depois de rastejar para fora do carro virado, Jessica caminha com calma até parar na frente de um caminhão em alta velocidade e morre na hora.

No meio do caos, Malorie foge para uma casa onde um grupo de sobreviventes já se reuniu. Logo eles concluem o padrão: lá fora há uma criatura invisível, e qualquer pessoa que a olhe diretamente enlouquece na hora e se suicida. A única forma de sobreviver é vendar os olhos.

Cena 1

Os dias no abrigo

A casa vira um abrigo provisório. Entre os moradores estão Tom (Trevante Rhodes), um veterano do exército, Douglas (John Malkovich), ácido e ranzinza, e Olympia (Danielle Macdonald), de bom coração, entre outros. Douglas não confia em ninguém e insiste em não deixar mais gente entrar; Tom, sereno e racional, aos poucos se torna o pilar do grupo.

Os sobreviventes saem de olhos vendados para buscar suprimentos e dirigem às cegas pelas ruas guiados pelo GPS do carro. Cada saída é uma aposta: eles nunca sabem quando aquelas coisas vão aparecer do outro lado da janela.

Mais perigoso ainda é um tipo especial de pessoa: doentes mentais que as criaturas “infectam” sem levá-los ao suicídio. Eles viram agentes das criaturas e percorrem as ruas forçando os outros a abrir os olhos. Um homem que diz ser entregador de supermercado entra na casa e, aproveitando um descuido, abre as cortinas à força: várias pessoas veem o que há lá fora e morrem.

Malorie dá à luz no abrigo. No mesmo dia, Olympia também tem seu bebê, mas se joga pela janela depois de ver uma criatura. Malorie é obrigada a cuidar ao mesmo tempo de dois recém-nascidos: o dela e o de Olympia.

Cena 2

Cinco anos depois

O filme alterna entre duas linhas do tempo. Cinco anos depois, Malorie cria sozinha as duas crianças, que nunca ganharam nome: ela as chama apenas de “Menino” e “Menina”. Ela se recusa a criar um vínculo emocional profundo com elas, porque não sabe se ainda estará viva amanhã.

Tom se torna seu companheiro e a figura paterna das crianças. Eles vivem isolados em uma casa, mas Tom não para de ouvir o rádio em busca de outras comunidades de sobreviventes. Por fim, ele capta um sinal: rio abaixo existe uma comunidade segura, cercada por uma mata densa que as criaturas não conseguem atravessar.

Mas chegar lá significa descer o rio por dois dias de olhos vendados.

Cena 3

À deriva de olhos vendados

Durante um ataque, Tom se sacrifica para proteger Malorie e as crianças. Malorie parte com os dois pequenos rio abaixo.

Os três seguem sentados em um barquinho, de olhos vendados o tempo todo. O rio é turbulento e o rumo, incerto; Malorie só pode se guiar pela audição para avaliar o que há ao redor. Nas margens, as criaturas tentam de todas as formas fazê-los abrir os olhos: imitam a voz de entes queridos e produzem sons aterrorizantes.

O momento mais perigoso chega nas corredeiras. Malorie precisa tomar uma decisão brutal: deixar uma das crianças tirar a venda para ajudá-la a guiar o barco, ou correr o risco de os três virarem e se afogarem. Ela hesita por muito tempo: isso significaria deixar uma criança ver aquelas coisas, o que equivale a condená-la à morte.

No fim, ela não deixa nenhuma das duas tirar a venda. Escolhe se lançar às cegas contra as corredeiras, apostando a vida dos três. O barco vira, os três caem na água, mas sobrevivem.

Cena 4

O refúgio

Malorie avança tateando no escuro com as duas crianças, atravessando uma floresta. As criaturas estão ao lado dela, chamando-a sem parar pelo nome e imitando a voz das crianças, tentando fazê-la abrir os olhos.

Ela não abre.

No fim da floresta há um prédio: uma escola para cegos, coberta por uma espessa copa de árvores que nem a luz do sol nem as criaturas conseguem atravessar. Ali já existe uma comunidade de sobreviventes. As pessoas vivem sob essa cúpula verde e fechada, e no pátio criam pássaros, que percebem a aproximação das criaturas e dão o alarme.

Malorie entra no refúgio e tira a venda. Ela vê a luz do sol, as folhas verdes, os pássaros e as pessoas sorrindo. Por fim, dá nome às duas crianças: o menino se chama “Tom” e a menina, “Olympia”, em homenagem aos que morreram para protegê-las.

É a primeira vez que Malorie demonstra ternura de verdade pelas crianças.

Cena 5